USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Black Friday no agro ainda é oportunidade desperdiçada, aponta estudo

Black Friday no agro ainda é oportunidade desperdiçada, aponta estudo


A Black Friday segue como uma das principais do varejo digital brasileiro, mas ainda passa quase despercebida pelas plataformas do agronegócio. A constatação aparece no estudo “Black Friday no agro: os marketplaces do setor aproveitam a data?”, conduzido pela Macfor.

A agência mapeou tendências de busca, desempenho das principais empresas do segmento e estratégias de comunicação adotadas no período promocional. A análise indica um cenário claro: enquanto o interesse do consumidor rural por compras online aumenta, o mercado ainda não converte essa demanda em experiência, competitividade e vendas.

Segundo o sócio e VP de Atendimento e Operações da companhia, Diogo Luchiari Fructuoso, os números evidenciam uma distância crescente entre o comportamento digital do cliente e a maturidade dos canais agrícolas. Ele destaca que o público busca mais, pesquisa mais, mas não encontra, nesses ambientes, a mesma eficiência observada no comércio tradicional.

Busca por produtos agrícolas cresce

O estudo revela que as buscas por produtos agrícolas continuam crescendo de forma consistente. Itens como ureia, tratores, glifosato, sementes e colheitadeiras lideram o ranking, com a ureia superando 74 mil pesquisas e os tratores ultrapassando 60 mil.

Na comparação entre 2024 e 2025, o aumento é robusto: cocho para gado avança 16,67%, tratores crescem 12,5% e glifosato sobe 10,61%. Fructuoso aponta que o comprador do campo está cada vez mais digital, e essa mudança de comportamento exige respostas rápidas das plataformas, que ainda operam com estruturas inferiores às do varejo tradicional.

O levantamento também aponta desafios críticos na experiência do usuário. Muitos sites exigem login para visualizar preços, escondem produtos logo no início da navegação e apresentam layouts pouco intuitivos.

As consequências aparecem nas taxas de rejeição, que superam 80% em canais como a Agroline e passam dos 90% na Grão Direto, conforme o levantamento. Em contraste, páginas que exibem preços e informações de forma clara registram rejeições bem menores, chegando a 24% no caso da Agrosolo, por exemplo.

Outro ponto destacado é o baixo investimento em tráfego pago durante o período promocional. Mesmo marcas consolidadas reduziram os aportes em pesquisa paga em 2024 e novamente em 2025, enquanto empresas menores apenas começam a testar campanhas digitais.

“Essa retração é um sinal de imaturidade estratégica, já que datas de alto volume são historicamente impulsionadas por investimento publicitário intenso. Ainda falta ao agro uma cultura mais consistente de ações segmentadas, conteúdo relevante e presença digital contínua”, reforça Fructuoso.

Apesar disso, algumas categorias tiveram iniciativas pontuais na ocasião, sobretudo em rações, controle biológico, veículos, maquinário pesado e fertilizantes. Houve exemplos de promoções com até 80% de desconto, frete grátis e condições facilitadas, mas de forma isolada e sem campanhas estruturadas.

A agência observa que boa parte dos sites não aproveita o tráfego natural do período e perde a chance de construir relacionamento, fidelizar e aumentar o ticket médio. “A pesquisa confirma que o produtor já está pronto para uma jornada digital semelhante à do varejo, mas o agro ainda precisa acelerar. A Black Friday deveria funcionar como um catalisador de inovação no comércio agrícola, e não como uma data tratada de maneira periférica”, atesta o especialista.

O relatório conclui que a ocasião é uma oportunidade subaproveitada pelo agronegócio brasileiro. E, com o crescimento contínuo das buscas e o avanço da digitalização no campo, o momento é decisivo para as marcas do setor se reposicionarem.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Bezerro sobe mais que boi gordo e relação de troca é a pior em quase 5 anos

O aumento no preço do bezerro está pressionando as margens dos pecuaristas que trabalham com a terminação de bovinos em São Paulo. Em setembro, a relação de troca entre o boi gordo e o animal de reposição atingiu o pior patamar desde outubro de 2021, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na média da parcial deste mês, até o dia 22, são necessárias 9,7 arrobas de boi gordo paulista para comprar um bezerro em Mato Grosso do Sul, considerando os indicadores CEPEA/ESALQ. É a relação mais desfavorável ao terminador em quase cinco anos. Em outubro de 2021, eram necessárias 10,27

Preços do boi gordo seguem em alta; confira as cotações do dia

O mercado físico do boi gordo continua registrando negociações acima das referências médias, em um ambiente marcado pelo encurtamento das escalas de abate nas principais regiões do país. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que a tendência de curto prazo ainda aponta para novos reajustes, especialmente nas operações envolvendo frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para avançar na compra de boiadas. “As indústrias de maior porte permanecem em uma posição relativamente mais confortável, beneficiadas pela oferta de animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios para atender às necessidades mais imediatas”, ressalta.

Boi gordo tem mais uma dia de alta e arroba em SP segue próxima de R$ 360

O mercado do boi gordo registrou melhora no ritmo das negociações e alta de R$ 5 por arroba em diversas regiões produtoras nesta terça-feira (22). Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços permaneceram firmes, com a arroba chegando a R$ 360 em São Paulo. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Após uma segunda-feira marcada pela baixa liquidez, o mercado apresentou maior movimentação, com compradores e vendedores mais dispostos a fechar negócios. A oferta limitada de animais em algumas regiões também contribuiu para sustentar as cotações.

Lula usa a tribuna da ONU para disputar o voto dos indecisos

Foto: ONU/divulgação A tribuna da ONU é uma das maiores vitrines que um presidente pode ocupar. Nesta terça-feira (22), Lula falou a representantes de outros países, mas sabia que suas palavras também chegariam ao Brasil. E escolheu assuntos que o eleitor brasileiro reconhece de imediato. Ao dizer que o Brasil não cabe no “quintal de ninguém”, criticar a interferência externa em eleições e defender o controle nacional sobre recursos estratégicos, Lula apresentou uma posição diplomática. Ao falar do Pix, das grandes empresas de tecnologia e da proteção das famílias contra as apostas, levou para o mesmo discurso temas do cotidiano. Citou ainda as terras raras,

Arroba do boi gordo continua em elevação; veja as cotações do dia

Foto: Giro do Boi/ Reprodução O mercado físico do boi gordo mantém trajetória de alta, com negociações acima das referências médias em diversos estados brasileiros. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que as escalas de abate apresentam menor conforto entre os frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para avançar na aquisição de boiadas. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “Por outro lado, as indústrias de maior porte permanecem em uma posição mais confortável, beneficiadas pela oferta de animais provenientes de contratos de parceria

Febre aftosa: Brasil terá banco de antígenos para vacinas contra a doença

Foto: Divulgação. O Brasil terá acesso a um banco com antígenos congelados suficientes para a produção de até dez milhões de doses de vacina contra a febre aftosa em casos de emergência sanitária. A estrutura está localizada em um laboratório em Garín, na região metropolitana de Buenos Aires, na Argentina, e resulta de uma parceria entre o governo brasileiro, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Biogénesis Bagó. O país é reconhecido desde dois mil e vinte e quatro como livre de febre aftosa sem vacinação. Apesar disso, a manutenção da vigilância sanitária é considerada necessária para evitar a reintrodução do vírus e

Outubro é única janela segura para Brasil exportar parte da cota uruguaia de carne à China

Imagem gerada por IA para o Canal Rural O Uruguai cederá parte de sua cota de 324 mil toneladas de carne bovina à China em 2026 ao Brasil, como disse o presidente Lula nesta segunda-feira (21) em encontro com o mandatário do país vizinho em Nova York. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, esse montante será de, aproximadamente, 80 mil toneladas. Contudo, o especialista chama atenção para o fato de, até o momento, não haver autorização dos asiáticos para que o Brasil utilize parte da fração uruguaia. “Qualquer operação depende da anuência chinesa e da definição de um

Embrapa gera R$ 27 à sociedade para cada R$ 1 investido em pesquisa, diz presidente

Foto: Divulgação. A Embrapa anunciou que, para cada R$ 1 investido em suas pesquisas, a sociedade brasileira recebe um retorno estimado de R$ 27. A informação foi apresentada pela chefe-geral da instituição, Silvia Massruhá, em entrevista ao programa Giro do Boi, durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Massruhá destacou que a pesquisa na Embrapa abrange diversas cadeias produtivas, como a de gado de leite e gado de corte, além de tecnologias adaptadas às características dos biomas e regiões do país. “Hoje estamos falando não só de produção de alimentos, mas de fibras, energia, saúde única,

Na ONU, Lula fala ao mundo, mas mira o eleitor brasileiro

Foto: ONU/divulgação O discurso do presidente Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas teve dois destinatários. O primeiro estava diante dele: chefes de Estado, diplomatas e representantes de quase duas centenas de países. O segundo acompanhava tudo do Brasil: o eleitor. Lula falou sobre guerras, crise climática, desigualdade e interferência das grandes potências. Tentou se apresentar como uma liderança capaz de representar os países em desenvolvimento e questionar a atual ordem internacional. Mas a frase mais forte do pronunciamento ultrapassou as paredes da Organização das Nações Unidas (ONU) e entrou diretamente na eleição brasileira: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém.” Uma ONU enfraquecida

Mapa identifica fábrica irregular de ração animal em Blumenau

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou, em Blumenau (SC), uma fábrica que produzia e comercializava produtos destinados à alimentação animal sem registro no órgão federal. A ação ocorreu após o recebimento de uma denúncia. Durante a fiscalização, a equipe também verificou irregularidades sanitárias e falhas no controle e na identificação dos produtos. Segundo o Mapa, o estabelecimento tinha estrutura para produção, armazenamento, mistura, pesagem, ensacamento e comercialização de produtos destinados à alimentação animal. No local, os fiscais encontraram misturadores, silos, transportadores de ingredientes, balanças, máquinas para fechamento de embalagens, matérias-primas e produtos destinados a diferentes espécies. A inspeção apontou ausência de registro no