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Bolsas da Europa caem após cúpula entre Xi e Trump terminar sem acordos concretos

Bolsas da Europa caem após cúpula entre Xi e Trump terminar sem acordos concretos


As bolsas europeias operaram em queda na manhã desta sexta-feira (15), pressionadas pela volta das preocupações com a inflação global e pela ausência de avanços concretos na cúpula de dois dias entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim. O movimento foi reforçado pela valorização do petróleo e por novas incertezas políticas no Reino Unido.

Por volta de 6h30, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,39%, aos 607,48 pontos. Às 6h43, as principais bolsas da região ampliavam as perdas: Londres caía 1,42%, Paris recuava 1,39% e Frankfurt cedia 1,73%. Milão, Madri e Lisboa registravam baixas de 1,74%, 1,45% e 0,51%, respectivamente.

A piora do humor do mercado ocorreu em meio à nova alta da energia. No mesmo horário, o petróleo Brent avançava 3,4% e era negociado acima de US$ 109 por barril. O mercado reagiu à manutenção de fluxos reduzidos no Estreito de Ormuz, em meio ao impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã e à continuidade da guerra no Oriente Médio.

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Nos últimos dias, indicadores de inflação acima do esperado nos Estados Unidos e na China reforçaram a leitura de que o encarecimento da energia já começa a pressionar custos. Em paralelo, a cúpula entre Trump e Xi terminou sem anúncios concretos sobre comércio bilateral, cooperação econômica ou temas sensíveis, como Taiwan.

Em nota, os economistas Leahy Fahy e Julian Evans-Pritchard, da Capital Economics, afirmaram que “acordos de manchete devem ser encarados com um grau saudável de ceticismo”.

Para o agronegócio, o foco do mercado permaneceu em possíveis entendimentos em áreas como soja e carne bovina. Como não houve detalhamento de medidas, permanece a incerteza sobre eventuais efeitos sobre fluxo comercial, demanda chinesa e precificação internacional de commodities.

No curto prazo, a combinação entre petróleo elevado, inflação pressionada e indefinição geopolítica tende a manter a volatilidade nos mercados. Novos anúncios sobre energia, comércio e logística internacional devem seguir no centro da atenção dos investidores e dos setores exportadores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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