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UE destaca cadeias de abastecimento e agronegócio no acordo com o Mercosul

UE destaca cadeias de abastecimento e agronegócio no acordo com o Mercosul


A embaixadora da União Europeia (UE) no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou nesta terça-feira (19), em São Paulo, que UE e Mercosul têm interesses comuns em fortalecer cadeias de abastecimento resilientes, acelerar a descarbonização e ampliar a integração econômica. A declaração foi feita durante o evento "Diálogo Empresarial Mercosul-União Europeia", na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), poucos dias após a entrada em vigência provisória do acordo entre os blocos, segundo a organização.

No discurso, Schuegraf disse que o acordo vai além de temas técnicos como tarifas, cotas, regras de origem e procedimentos aduaneiros. Segundo ela, o foco está no efeito prático sobre comércio, investimento e integração produtiva entre os dois blocos.

A diplomata afirmou que empresas brasileiras passam a ter acesso preferencial ao mercado europeu, formado por mais de 440 milhões de consumidores. De acordo com a embaixadora, isso pode significar redução de custos, menos barreiras burocráticas e maior previsibilidade regulatória para exportar e investir.

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Entre os setores citados, Schuegraf mencionou transição verde, infraestrutura, energia limpa, economia circular, agronegócio sustentável, alimentos e produtos agroindustriais. Para o público do agro, o ponto central é que o acordo insere cadeias produtivas do Mercosul em um ambiente de comércio com regras mais estáveis, o que pode influenciar fluxo de exportações, exigências de conformidade e estratégias de acesso ao mercado europeu.

A embaixadora também disse que companhias europeias tendem a ganhar melhores condições para investir, produzir e inovar no Brasil, com potencial de transferência de tecnologia e fortalecimento das cadeias produtivas. Ela acrescentou que o acordo prevê comitês conjuntos para acompanhar a implementação, com participação do setor privado.

O conteúdo apresentado no evento não detalhou, no entanto, cronogramas de desgravação tarifária, volumes por produto, cotas específicas ou efeitos diretos por cadeia agropecuária. Esses pontos são centrais para medir o impacto operacional sobre produtores, agroindústrias, cooperativas e exportadores.

No momento, a sinalização oficial é de ampliação da integração comercial e produtiva entre Mercosul e UE, com menções diretas a alimentos e agronegócio sustentável. A dimensão efetiva para o setor agropecuário dependerá da regulamentação, da implementação dos comitês previstos e do detalhamento das regras aplicáveis a cada cadeia exportadora.

Fonte: Estadão Conteúdo

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