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Acordo entre EUA e Irã pode reduzir energia e abrir espaço para corte de juros, diz Hassett

Acordo entre EUA e Irã pode reduzir energia e abrir espaço para corte de juros, diz Hassett


O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou neste domingo (24) que um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz e ampliar a oferta global de petróleo. Segundo ele, esse movimento teria potencial para reduzir os preços de energia, aliviar a inflação nos Estados Unidos e criar espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Até o momento, porém, não houve anúncio oficial de acordo.

Em entrevista ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News, Hassett disse que o mercado já opera com cautela, com compradores evitando novas aquisições de petróleo à vista diante da expectativa de queda nas cotações. Ele também afirmou que há petróleo represado na região e capacidade adicional pronta para entrar em operação, com destaque para Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Segundo os dados citados na entrevista, os consumidores americanos pagam mais de US$ 4,50 por galão de gasolina e mais de US$ 5,50 por galão de diesel, enquanto o barril de petróleo está próximo de US$ 100. Hassett lembrou que, no início da crise, havia projeções de barril acima de US$ 150 caso o estreito fosse fechado, cenário que não se confirmou.

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O assessor também afirmou que a energia segue como um vetor relevante da inflação, embora não seja o único. Na avaliação dele, uma queda dos combustíveis poderia puxar os índices para baixo e abrir margem para que o banco central americano reduza os juros. As declarações ocorreram após Kevin Warsh assumir a presidência do Fed, em sucessão a Jerome Powell.

Para o agronegócio, o tema tem relevância por envolver custos diretamente ligados ao diesel, ao transporte de grãos, carnes e insumos, além de influenciar fertilizantes, preços internacionais de commodities e o ambiente financeiro global. Juros menores nos Estados Unidos também podem alterar fluxo de capitais, dólar e condições de crédito, com reflexos sobre comercialização e margens no campo.

No curto prazo, o mercado deve acompanhar dois pontos centrais: a confirmação ou não de um acordo entre Washington e Teerã e a reação das cotações do petróleo. Sem definição formal sobre as negociações, ainda não há base para estimar a magnitude de eventual queda da energia nem o efeito concreto sobre a política monetária americana.

Fonte: Estadão Conteúdo

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