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Possível acordo entre EUA e Irã eleva Ibovespa e derruba petróleo

Possível acordo entre EUA e Irã eleva Ibovespa e derruba petróleo


A perspectiva de avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã sustentou a alta do Ibovespa na abertura desta segunda-feira (25), em um pregão de liquidez reduzida por feriados em mercados internacionais. Ao mesmo tempo, o petróleo recuava cerca de 5%, com o Brent em US$ 95 por barril. O movimento ocorreu em meio à expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Às 11h11 desta segunda-feira (25), o Índice Bovespa subia 0,36%, aos 176.847,11 pontos, depois de ter fechado a sexta-feira (22) em queda de 0,81%, aos 176.209,61 pontos. No mercado acionário, a baixa do petróleo pressionava Petrobras, com recuo entre 1,60% nas ações preferenciais e 1,97% nas ordinárias. A Vale também cedia 0,22%, apesar da alta de 0,06% do minério de ferro em Dalian, na China.

Segundo o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, um acordo pode ser fechado ainda hoje. Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que há avanço nas conversas, mas sem indicar assinatura iminente. Para Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da StoneX, um acordo formal pode levar o Brent para a faixa de US$ 80 a US$ 90 por barril. Se as negociações travarem, o preço pode voltar para acima de US$ 100, conforme a avaliação da consultoria.

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No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central mostrou nova alta nas expectativas de inflação. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,92% para 5,04%, acima do teto da meta de 4,5%. A projeção para a taxa Selic no fim de 2026 ficou em 13,25%, mas entre as estimativas mais recentes passou de 13,25% para 13,50%.

Para o agronegócio, petróleo, inflação e juros seguem variáveis centrais porque influenciam diesel, fertilizantes, frete, armazenagem, crédito e preços de alimentos. O material disponível, porém, não traz estimativas específicas para repasse desses movimentos ao custo de produção no campo.

No curto prazo, o mercado deve seguir sensível ao desfecho das negociações entre Estados Unidos e Irã, aos dados de inflação no Brasil e ao Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos. Sem definição sobre o acordo e sem números setoriais detalhados para o agro, ainda não há base suficiente para medir com precisão o efeito sobre custos e margens nas cadeias produtivas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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