O mercado físico do boi gordo encerrou a segunda-feira (25) com leve valorização, mesmo diante do ritmo lento de negociações entre frigoríficos e pecuaristas. O indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 346,20 por arroba, acima da média registrada na semana anterior.
Segundo análise do Cepea, o início da semana foi marcado por cautela nas compras. Parte das indústrias preferiu apenas observar o mercado antes de definir novos preços.
Do lado dos produtores, a resistência às ofertas mais baixas continua limitando os negócios. Em São Paulo, muitos pecuaristas seguem fora do mercado diante de propostas abaixo de R$ 350 por arroba.
Com isso, a maior parte das negociações realizadas na segunda-feira ocorreu nos mesmos níveis da semana passada, mantendo a liquidez reduzida.
Escalas de abate variam pelo país
As escalas de abate seguem diferentes entre as regiões produtoras. Em algumas praças, frigoríficos trabalham com programação entre sete e 14 dias.
No Rio Grande do Sul, porém, o cenário é mais apertado. A oferta restrita de animais tem dificultado o preenchimento das escalas, que variam entre apenas dois e cinco dias.
Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, os preços negociados no estado ficaram entre R$ 23,61 e R$ 25,50 por quilo.
Carne bovina no atacado segue estável
No atacado paulista, o mercado de carne bovina também apresentou ritmo moderado nesta segunda-feira. Os preços permaneceram estáveis.
A carcaça casada bovina foi negociada, em média, a R$ 24,98 por quilo à vista.
Além da demanda doméstica, as exportações seguem dando sustentação ao mercado brasileiro.
Exportações avançam mais de 30%
Segundo os dados analisados pelo Cepea, o Brasil exportou cerca de 13 mil toneladas diárias de carne bovina in natura ao longo deste mês, volume 31% superior ao registrado em maio do ano passado.
O preço médio pago aos exportadores também segue firme, próximo de US$ 6.492 por tonelada. Em reais, a valorização é de quase 9% na comparação anual.
Clima impacta mercado de reposição
O mercado de reposição também começa a sentir os efeitos do período seco e da queda das temperaturas.
Com a redução das chuvas e a piora gradual das pastagens, aumentou o interesse pela compra de bezerros e animais mais jovens em algumas regiões. Mesmo assim, em parte das praças, os preços seguem firmes.
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