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IPCA-15 de maio sobe 0,62% e atinge maior taxa para o mês desde 2016

IPCA-15 de maio sobe 0,62% e atinge maior taxa para o mês desde 2016


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,62% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (27). Foi a maior taxa para o mês desde 2016, quando o indicador havia avançado 0,86%. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses acelerou de 4,37% em abril de 2026 para 4,64% em maio, acima do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central.

Na comparação com maio de 2025, quando o IPCA-15 havia registrado alta de 0,36%, o avanço deste ano mostra intensificação da pressão inflacionária no período. Segundo o IBGE, trata-se também da segunda aceleração consecutiva no acumulado em 12 meses.

O indicador é uma prévia da inflação oficial e serve como referência para acompanhar o comportamento dos preços ao consumidor no curto prazo. Embora o conteúdo disponível não detalhe, nesta divulgação, quais grupos de despesas mais pressionaram o índice, o dado consolidado reforça um cenário de inflação acima do centro da meta e já fora do intervalo superior de tolerância.

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Para o setor agropecuário, a inflação ao consumidor é acompanhada porque influencia a política monetária, o custo do crédito e o ritmo de consumo das famílias. Juros mais altos ou mantidos em patamar restritivo tendem a afetar o financiamento da produção, a compra de máquinas, a armazenagem e o capital de giro de produtores e agroindústrias.

Além disso, a trajetória dos preços ao consumidor também tem relação com o mercado de alimentos, insumos e fretes, ainda que o IPCA-15 não meça diretamente a rentabilidade no campo. No caso das cadeias agropecuárias, o efeito prático depende da composição da inflação e de quais itens puxaram o índice, informação que não foi apresentada no material de origem.

Com o IPCA-15 de maio em 0,62% e o acumulado em 12 meses em 4,64%, o mercado passa a acompanhar os próximos dados de inflação e a sinalização do Banco Central sobre juros. Sem a abertura dos grupos e subitens no conteúdo fornecido, não é possível indicar, por ora, quais segmentos tiveram maior contribuição para a alta de maio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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