Projetos apoiados pelo edital Da Terra à Mesa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), vêm concentrando ações de transição agroecológica, inclusão produtiva e inovação tecnológica na agricultura familiar. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (27), a iniciativa alcança organizações em todos os estados brasileiros e atende quase 29 mil famílias. Os dados apontam expansão do orçamento e aumento do número de entidades apoiadas entre 2024 e 2025.
De acordo com o MDA, um dos projetos em execução é o da Rede Sementes da Vida, coordenada pela Associação Nacional de Fortalecimento da Agrobiodiversidade (Agrobio). A iniciativa atua em nove estados — Goiás, Pará, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Piauí, Sergipe, Bahia e Minas Gerais — com a implantação de 59 áreas de corredores agroecológicos, que somam 27,6 hectares.
Segundo o material divulgado, a ação beneficiou diretamente quase 300 unidades produtivas e, de forma indireta, mais de 600. O programa informa ainda participação de 60,1% de mulheres e envolvimento de mais de 100 famílias quilombolas. Conforme Murillo Notine, coordenador-geral da rede, a proposta busca reduzir a dependência de insumos externos, ampliar a diversidade produtiva e favorecer o equilíbrio ecológico dos agroecossistemas.
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No eixo de inovação, o edital também apoia a Coapar, cooperativa que atua na cadeia do leite com transferência de embriões para melhoramento genético do rebanho. Segundo a cooperativa, a tecnologia tem sido usada para elevar a produtividade, melhorar a qualidade do leite e ampliar a uniformidade dos animais, além de buscar melhores índices reprodutivos e resistência a doenças.
No histórico do programa, o investimento informado pelo ministério passou de R$ 35 milhões em 2024 para R$ 160 milhões em 2025. O número de entidades apoiadas subiu de 10 para 45, enquanto o total atual informado é de 55 organizações atendidas no país. As informações disponíveis foram apresentadas pelo próprio MDA e por participantes dos projetos; o material não detalha, porém, indicadores independentes de resultado econômico por propriedade.
Os dados disponíveis indicam que o edital combina assistência técnica, organização coletiva, equipamentos produtivos e acesso a tecnologias em diferentes territórios. Sem séries comparativas mais detalhadas sobre produtividade e renda, a dimensão dos resultados ainda depende de acompanhamento técnico e de novos balanços do programa.
Fonte: gov.br
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