A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a defesa de medidas voltadas à ampliação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. A agenda reúne iniciativas legislativas para fortalecer o RenovaBio, ampliar o uso de biodiesel, etanol e biometano e dar segurança jurídica aos investimentos em agroenergia. O tema foi destacado nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2026, em posicionamento da bancada.
Segundo a FPA, o movimento inclui medidas aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), entre elas o fortalecimento do Selo Biocombustível Social e a definição de metas para o uso do biometano. Também estão entre as prioridades a preservação de políticas consideradas estratégicas para reduzir emissões e aumentar a segurança energética, além da continuidade do aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel.
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o avanço dos biocombustíveis combina sustentabilidade e competitividade. Para ele, o investimento no setor reforça a segurança energética, gera empregos e reduz emissões.
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Vice-presidente da FPA na Câmara e presidente da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) disse que o Brasil reúne condições para liderar esse processo. Segundo o parlamentar, as resoluções do CNPE consolidam uma política energética baseada em combustíveis renováveis produzidos no campo, com inclusão da agricultura familiar, previsibilidade regulatória e redução de emissões.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA no Senado, afirmou que o país dispõe de tecnologia, biomassa, produtores eficientes e uma matriz energética limpa. Já o coordenador de Bioenergia da FPA, senador Efraim Filho (União-PB), declarou que o RenovaBio se consolidou como referência internacional e destacou a inclusão de produtores independentes no acesso às receitas geradas pelos Créditos de Descarbonização (CBIOs).
Parlamentares da bancada também associaram a agroenergia à geração de renda no campo, ao desenvolvimento regional e à ampliação da participação brasileira nas negociações internacionais sobre transição energética.
A atuação da FPA concentra-se na ampliação do uso de biodiesel, etanol e biometano, no fortalecimento do RenovaBio e na defesa de segurança jurídica para investimentos em bioenergia, com foco na integração entre produção agropecuária e energia renovável.
Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br
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