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Arroba do boi fica estável e, por enquanto, resiste à queda nos volumes de exportação

Arroba do boi fica estável e, por enquanto, resiste à queda nos volumes de exportação


Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo registrou uma semana de preços mais acomodados. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos de maior porte, especialmente no Centro-Sul do Brasil, ainda se deparam com um posicionamento mais confortável em suas escalas de abate, contando com uma maior incidência de animais de parceria.

“Além disso, por terem adotado férias coletivas, eles conseguiram reorganizar melhor as escalas de abate em outras unidades. Por outro lado, os frigoríficos de menor porte, com destaque para a Região Norte, ainda se deparam com um quadro mais complicado de oferta, encontrando maiores dificuldades na composição das escalas de abate”, contextualiza.

Segundo ele, esse cenário justifica o fato de a indústria dessa região estar trabalhando com patamares de preços acima da referência média.

O analista pontua que nas exportações, a projeção dos volumes se mostra mais lenta neste início de agosto, com uma queda no ritmo diário ao longo do mês, algo previsível e que refletiu o esgotamento precoce da cota brasileira disponibilizada pela China.

Preços do boi gordo na semana

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 13 de agosto:

  • São Paulo (Capital): R$ 355, estável ante a semana anterior
  • Goiás (Goiânia): R$ 335, aumento de 1,52% frente aos R$ 330 praticados no final da semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 335, sem mudanças frente aos valores praticados no final da semana passada
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 340, inalterado ante o final da semana anterior
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330, sem mudanças frente ao encerramento da semana passada
  • Rondônia (Vilhena): R$ 338, acréscimo de 1,50% em relação aos R$ 333 registrados no encerramento da semana anterior

Mercado atacadista

O mercado atacadista registrou preços estáveis durante a semana. A expectativa é de menor ritmo de reposição ao longo dos próximos dias diante da redução do efeito da entrada dos salários na economia e do encerramento da demanda relacionada ao Dia dos Pais.

O corte do quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 20,00 por quilo, estável ante a
semana passada. Já o quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 27,00 por quilo, também inalterado.

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 324,515 milhões em agosto até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 64,903 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 52,449 mil toneladas, com média diária de 10,489 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.187,20.

Em relação a agosto de 2025, houve baixa de 9,3% no valor médio diário da exportação, queda de 17,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,5% no preço médio.

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