USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Exportações de carne bovina desaceleram em agosto, mas preço da tonelada sobe

Exportações de carne bovina desaceleram em agosto, mas preço da tonelada sobe


Foto: Agência Brasil/arquivo

As exportações brasileiras de carne bovina in natura mantêm um ritmo consistente em agosto, mas os embarques estão abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os preços pagos pela proteína brasileira no mercado internacional seguem mais elevados.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que o Brasil exportou 94,419 mil toneladas de carne bovina in natura nos dez primeiros dias úteis de agosto. A média diária ficou em 9,442 mil toneladas.

O preço médio pago pelo produto chegou a US$ 6.139,50 por tonelada, indicando que, mesmo diante da desaceleração dos embarques, a carne brasileira segue valorizada no mercado externo.

Embarques estão abaixo de agosto de 2025

A comparação com agosto do ano passado evidencia essa diferença entre volume e preço. Na parcial divulgada pela Secex em 18 de agosto de 2025, os embarques acumulavam 135,7 mil toneladas, com média diária próxima de 12,3 mil toneladas. O preço médio estava em US$ 5.629,40 por tonelada.

Na comparação entre as duas parciais, o volume acumulado em agosto deste ano está cerca de 30% menor, enquanto a média diária de embarques recuou aproximadamente 23%.

O movimento dos preços, porém, ocorre na direção contrária. Os US$ 6.139,50 por tonelada registrados neste mês representam uma valorização de aproximadamente 9% em relação aos US$ 5.629,40 observados na parcial de agosto de 2025.

Os números do ano passado já mostravam um mercado externo aquecido. Naquele momento, a média diária de 12,3 mil toneladas representava avanço de 24,9% frente a agosto de 2024, enquanto o preço médio havia aumentado 26,9% na comparação anual.

Ritmo também diminuiu em relação ao início de julho

A desaceleração dos embarques fica ainda mais evidente quando o desempenho atual é comparado ao início de julho.

Na parcial disponível da Secex para os oito primeiros dias úteis de julho, o Brasil havia exportado 104,664 mil toneladas, o equivalente a uma média diária de 13,083 mil toneladas. O preço médio estava em US$ 6.383,22 por tonelada.

Assim, mesmo com dois dias úteis a mais contabilizados, a parcial atual de agosto apresenta um volume aproximadamente 9,8% inferior às 104,664 mil toneladas registradas nos oito primeiros dias úteis de julho.

A diferença é ainda mais significativa na média diária. O ritmo caiu de 13,083 mil toneladas em julho para 9,442 mil toneladas neste início de agosto, uma retração de aproximadamente 27,8%.

O preço médio também perdeu força na passagem entre as duas parciais, mas de maneira bem mais moderada. A tonelada passou de US$ 6.383,22 para US$ 6.139,50, queda de aproximadamente 3,8%.

Apesar do recuo, os valores continuam elevados. A parcial de julho havia colocado o preço médio da carne bovina brasileira entre os maiores já registrados para o período.

O post Exportações de carne bovina desaceleram em agosto, mas preço da tonelada sobe apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Calendário especial pode acelerar votação da PEC do fim da escala 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta terça-feira (13) que um requerimento para acelerar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 já conta com assinaturas suficientes para ser apreciado em plenário. Com isso, a votação da PEC pode ocorrer em dois turnos já nesta quarta-feira (14), se o requerimento for aprovado. “Vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial. Já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã”, disse Alcolumbre, pouco antes de encerrar a sessão deliberativa desta terça. A PEC 221, de 2019, prevê descanso remunerado de dois

arroba segue em alta com escalas de abate apertadas

O mercado físico do boi gordo retoma as negociações após o feriado com preços firmes e negócios realizados acima das referências médias em diferentes regiões do país. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais permanece restrita, enquanto as escalas de abate continuam pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das praças pesquisadas. “Esse ambiente mantém os frigoríficos ativos na compra de boiadas e preserva o viés de alta para a arroba no curto prazo. A expectativa de retomada da produção destinada ao mercado chinês também permanece relevante para a demanda do último

BNDES orienta organizações sobre chamada de R$ 225 milhões no Rio Doce

Equipes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) e de ministérios estão percorrendo municípios da Bacia do Rio Doce e do Litoral Norte Capixaba para orientar organizações interessadas na Chamada Rio Doce Participativo. A iniciativa reúne R$ 225 milhões para projetos estruturantes de desenvolvimento territorial em áreas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. As inscrições seguem abertas até 30 de dezembro de 2026, com análise contínua das propostas à medida que forem apresentadas ao banco. Durante esse processo, a chamada prevê interação entre o BNDES e as entidades proponentes para esclarecimentos, complementação documental e aperfeiçoamento

Planos de Lula e Flávio divergem sobre clima, desmatamento e conservação

Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tratam de forma diferente os temas ambientais na disputa do segundo turno. Lula coloca as mudanças climáticas como eixo central das propostas e as classifica como emergência. Flávio cita eventos climáticos extremos e concentra o plano em conservação com geração de renda, mercado de carbono, bioeconomia e pagamento por serviços ambientais. No programa do PT, o termo mudanças climáticas aparece 38 vezes e orienta ações de mitigação e adaptação. Entre as propostas estão a revitalização de bacias hidrográficas, a ampliação da infraestrutura de segurança hídrica, investimentos em prevenção e redução

CNA apresenta ações para ampliar participação feminina no agro durante evento no RN

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou no domingo (11) do 4º Encontro das Mulheres do Agro, realizado durante a 64ª Festa do Boi, em Natal, no Rio Grande do Norte. Promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Norte (Faern), o evento teve como foco a atuação feminina no setor agropecuário e a ampliação da presença de mulheres em espaços de liderança. Durante o encontro, a presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, Stéphanie Ferreira, apresentou um panorama das ações desenvolvidas pela comissão. Entre os pontos destacados estiveram o fortalecimento sindical, o desenvolvimento

CNA destaca papel do agro em sessão no Senado pelo Dia Mundial da Alimentação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça-feira (13), de uma sessão solene no Plenário do Senado Federal em homenagem ao Dia Mundial da Alimentação. Em Brasília, a entidade defendeu a relevância do agro na produção de alimentos, no abastecimento interno e na oferta para outros países. O encontro também reuniu parlamentares e representantes de entidades do setor. O vice-presidente da CNA, Humberto Miranda, integrou a mesa da solenidade e afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque no cenário global de produção de alimentos. Segundo ele, o país tem responsabilidade no abastecimento do mercado interno e na contribuição para a

entidades alertam para alta nos custos de produção e na inflação

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 será votada em primeiro turno no Senado Federal nesta quarta-feira (14). Diante disso, confederações empresariais, entre elas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), manifestaram preocupação com os possíveis efeitos da mudança sobre os custos de produção, a contratação de trabalhadores formais e a inflação. Uma pesquisa do Cepea em parceria com a CNA aponta que 94,8% dos produtores rurais enfrentam dificuldades para contratar mão de obra, o que pode encarecer o preço dos alimentos. Em nota divulgada em 7 de outubro, seis entidades defenderam que a proposta seja

Arroba do boi gordo chega a R$ 385 e pecuaristas já esperam R$ 390 em São Paulo

O mercado do boi gordo encerrou a última semana com preços firmes, apesar da redução no ritmo das negociações. Em São Paulo, a arroba foi comercializada entre R$ 370 e R$ 380, com negócios pontuais chegando a R$ 385, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na sexta-feira (9), o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, referente ao mercado paulista, atingiu R$ 377,80 por arroba, à vista e livre de Funrural, acumulando valorização de 3,71% na parcial de outubro. De acordo com o Cepea, a liquidez foi baixa na sexta-feira, uma vez que parte dos compradores já havia se retirado do mercado

Fim da escala 6×1 será votada no Senado nesta quarta-feira

O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias e tem direito a um dia de descanso. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! A votação foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Antes de ser analisada pelos parlamentares, a proposta precisa passar por mais duas sessões de discussão, previstas para terça-feira (13) e quarta-feira (14). A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara

Falhas operacionais elevam custo da engorda no confinamento de bovinos

A busca pelo menor custo por arroba produzida na terminação de bovinos vai além do ajuste fino dos ingredientes no software de formulação. O zootecnista Maurício Scoton afirma que falhas na rotina operacional do confinamento são as verdadeiras vilãs da rentabilidade, provocando perdas invisíveis que elevam a conta do pecuarista. Segundo o especialista, existem “três dietas” na fazenda: a formulada no computador pelo nutricionista, a efetivamente misturada pelo operador no vagão e a entregue no cocho para o lote. Dados do levantamento Confina Brasil, realizado pela Scot Consultoria, mostram um forte descompasso de gestão: enquanto nove em cada dez confinamentos contratam consultoria nutricional, apenas um