O mercado físico do boi gordo registrou um cenário de leve alta nos preços ao longo da semana, com a arroba indicada em R$ 350 na última sexta-feira (11).
Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o posicionamento mais confortável das escalas de abate por parte dos frigoríficos, especialmente os de maior porte, contribuiu para esse movimento.
De acordo com ele, o movimento do mercado futuro ainda chama a atenção, com importante descolamento dos preços entre o mercado físico e os contratos setembro, outubro, novembro e dezembro operando em patamares firmes.
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“O motivo da alta expressiva ao longo da semana ainda são especulações ligadas à China, com um possível retorno precoce fazendo uso de rotas marítimas mais extensas. Do ponto de vista da logística, parece pouco provável que essa movimentação aconteça considerando o adicional de custos envolvidos”, avalia.
Exportações de carne bovina
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 249,076 milhões em setembro (4 dias úteis), com média diária de US$ 62,269 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 40,582 mil toneladas, com média diária de 10,145 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.137,60.
Em relação a setembro de 2025, houve baixa de 22,5% no valor médio diário da exportação, queda de 29,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,3% no preço médio.
Mercado atacadista
Conforme Iglesias, o mercado atacadista registrou uma semana de alta nas cotações para os cortes do traseiro bovino. A entrada dos salários na economia e a aceleração da reposição entre o atacado e o varejo contribuiu para sustentar os preços.
Ainda assim, a carne bovina segue enfrentando forte concorrência da carne de frango e dos ovos, produtos que apresentam maior competitividade no atual ambiente de consumo.
O mês de setembro tende a permanecer desafiador para as vendas, considerando a escassez de datas comemorativas e eventos capazes de impulsionar a demanda.
- Quarto do traseiro bovino: foi precificado a R$ 26,50 por quilo, alta de 1,92% ante os R$ 26,00 registrados no final da semana passada
- Quarto do dianteiro do boi: foi cotado a R$ 19,00 por quilo, queda de 5,00% ante os R$ 20,00 praticados no fechamento da última semana.
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