O mercado físico do boi gordo registrou preços firmes ao longo da semana no Brasil. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a melhora no volume de negócios favoreceu compras por parte dos frigoríficos.
A oferta de animais terminados seguiu restrita em alguns estados, fazendo com que as escalas de abate, em geral, se mantivessem entre cinco e seis dias úteis. “Tal condição preserva o potencial de novos reajustes no curto prazo no preço da arroba no curto prazo, sinaliza.
Iglesias acrescenta que o comportamento da China permanece no radar, com a gestão da cota de exportação de carne bovina podendo limitar compras mais agressivas. No entanto, o analista pontua que a entrada dos salários e a sazonalidade do último bimestre oferecem suporte à demanda doméstica pela proteína.
Variação de preços ao longo da semana
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 6 de novembro:
- São Paulo (Capital): R$ 394, inalterado frente ao final da última semana.
- Goiás (Goiânia): R$ 380, sem mudanças ante o final da semana anterior
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 385,00 a arroba, alta de 1,82% frente aos R$ 380,00 registrados no fechamento da semana anterior
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 383, estável frente ao fechamento da semana passada
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 370, valorização de 1,37% perante os R$ 365,00 praticados no fechamento da semana passada
- Rondônia (Vilhena): R$ 368, sem alterações frente ao final da semana passada
Mercado atacadista
No atacado, Iglesias destaca que a semana foi marcada pela estabilidade nos preços dos cortes bovinos, em meio à maior competitividade da carne de frango e suína.
O quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 29,50 por quilo. Já o corte do quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 22,50 por quilo.

















