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Chuvas aumentam risco de perdas na safra de soja em MT

Chuvas aumentam risco de perdas na safra de soja em MT


O colheita da safra de soja no estado de Mato Grosso tem sido marcado por preocupação no campo. O excesso de chuvas tem afetado as lavouras, o que impede o avanço das máquinas no solo encharcado e atrasando o escoamento da produção. Com isso, muitos agricultores optam por esperar a confirmação da colheita antes de fechar novos contratos de venda. Você pode acessar à matéria completa no episódio 32 do programa Soja Brasil.

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Em diversas regiões do estado, a apreensão é crescente. O produtor Célio Riffel, de Sinop, ainda tem 40% da safra para comercializar e destaca a instabilidade dos preços como um fator de incerteza. Ele observa que a demanda parece enfraquecida e que, dependendo das notícias, os preços variam, dificultando a definição de uma média este ano. Para aqueles que colherem abaixo de 70 sacas por hectare, pode haver dificuldades para honrar compromissos, considerando os custos operacionais e arrendamentos.

Situação semelhante ocorre em Nova Mutum, onde produtores estão frustrados com a desvalorização do grão e a retração do mercado comprador. O preço não apresenta melhora, e o mercado parece aguardar o desfecho da safra. A expectativa é que seja possível girar o capital para a próxima temporada.

Em Sorriso, maior município produtor de soja do Brasil, a comercialização da safra está em um dos patamares mais baixos dos últimos cinco anos. Segundo o Sindicato Rural local, a redução dos preços e o temor de quebras de safra levaram os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa. Para evitar penalidades por descumprimento de contratos, tornou-se natural que os agricultores retenham um pouco mais as vendas.

O custo operacional efetivo em Sorriso varia entre 55 e 57 sacas de soja por hectare, agravado por juros elevados que obrigaram muitos produtores a captarem recursos no ano anterior. A rentabilidade da safra é essencial para equilibrar as finanças e viabilizar novos investimentos na próxima temporada. O setor aponta que uma segunda safra rentável, seja de milho ou algodão, será fundamental para a manutenção dos investimentos na região.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até março, 54,9% da safra 2024/2025 já havia sido comercializada, um crescimento de seis pontos percentuais em relação ao mês anterior. No entanto, o volume ainda está abaixo da média dos últimos cinco anos, quando 62,36% da produção já tinha sido negociada nesse período.



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