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a chave para o ‘bezerro do cedo’ e o lucro na seca

a chave para o ‘bezerro do cedo’ e o lucro na seca


A busca pela alta rentabilidade na pecuária exige a adoção de um manejo que solucione o principal desafio da produção a pasto: a falta de forragem durante a seca.

Um exemplo de sucesso no Acre, na Fazenda Copacabana, demonstra como a estação de monta invertida pode revolucionar os resultados, garantindo o estratégico “bezerro do cedo” e a parição no período seco, o que culmina em um gado jovem, pesado e de ciclo curto.

A fazenda inverteu seu ciclo reprodutivo ao investir na disponibilidade de bons pastos durante a estação seca. Essa estratégia permitiu que a inseminação artificial das novilhas fosse realizada entre julho e outubro, um período fora do ciclo tradicional (novembro/dezembro).

Com essa inversão, os bezerros nascem entre março e julho, e a desmama ocorre exatamente no auge do período chuvoso. O resultado é um salto de eficiência: o gado está sendo abatido com menos de dois anos de idade e peso superior a 20 arrobas.

Gestão de dados e precisão reprodutiva impulsionam a margem líquida

O sucesso da estação de monta invertida na Fazenda Copacabana é fundamentado em um manejo de alta precisão e gestão estratégica de dados, com o apoio do programa Fazenda Nota 10.

Em entrevista ao programa Giro do Boi, o zootecnista Rodrigo Gennari, líder de projetos da Fazenda Nota 10, destaca que a fazenda alcançou um aumento notável: 726% na margem líquida e 75% na produção de arrobas por hectare/ano em apenas duas safras. Confira o vídeo.

A pecuária profissional exige que os dados sejam transformados em ações lucrativas. O manejo reprodutivo apurado foca no “arroz com feijão bem feito”, com técnicas como:

  • Pré-indução nas novilhas;
  • Ultrassonografia de ressincronização;
  • Inseminação no tempo e horário exatos.

Essa precisão elevou a fertilidade para 90% e reduziu a mortalidade de bezerros em mais de 71%, provando que o foco em protocolos rigorosos gera resultados exponenciais.

Produção na Fazenda Copacabana, no Acre. Foto: Divulgação.

Manejo de pasto e nutrição encurtam o ciclo de produção

O grande diferencial, segundo o zootecnista Lucas Carrijo, responsável pela nutrição, é a sinergia entre genética, nutrição e, principalmente, o manejo de pastagem. Ele alerta que não é recomendável se aventurar na estação de monta invertida sem um investimento prévio em pastos de qualidade.

A lógica é simples: ao nascer na seca e ser desmamado no período das águas, o bezerro tem uma oferta de forragem excelente no momento crucial do seu desenvolvimento. Isso encurta seu ciclo dentro da fazenda.

A nutrição, com protocolos específicos e suplementação por categoria, garante que:

  • As fêmeas precoces emprenhem aos 13 ou 14 meses de idade.
  • Os machos sejam abatidos aos 24 meses, com 20 a 21 arrobas.

O impacto financeiro desse manejo inteligente é indiscutível: o custo da arroba produzida na Copacabana diminuiu 54%. O caso de sucesso prova que o manejo estratégico e a gestão de dados são a chave para a rentabilidade na pecuária brasileira.



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