O mercado físico do boi gordo mantém trajetória de valorização nesta quinta-feira (1), com novos reajustes em importantes regiões produtoras.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que as escalas de abate permanecem relativamente curtas, concentradas entre cinco e sete dias úteis, o que sustenta a perspectiva de firmeza das cotações no curto prazo.
“A dificuldade para completar as programações continua mais evidente entre os frigoríficos de pequeno e médio porte. As grandes indústrias ainda operam em situação mais confortável, apoiadas por animais de parceria e confinamentos próprios”, disse.
Preços médios da arroba do boi
- São Paulo: R$ 366,42
- Goiás: R$ 353,57
- Minas Gerais: R$ 360,29
- Mato Grosso do Sul: R$ 358,30
- Mato Grosso: R$ 341,62
Mercado atacadista
O mercado atacadista de carne bovina registra novas altas pontuais, favorecido pela virada do mês e pela expectativa de maior reposição entre o atacado e o varejo.
“Entretanto, o potencial de valorização permanece limitado pela maior competitividade das proteínas concorrentes, especialmente da carne de frango, além dos cortes suínos e dos ovos.”
Segundo Iglesias, esse diferencial de preços tende a influenciar as escolhas dos consumidores e a restringir movimentos mais expressivos de alta da carne bovina.
- Quarto dianteiro: passou para R$ 22 por quilo, avanço de R$ 0,50
- Quarto traseiro: permaneceu em R$ 28,00 por quilo
- Ponta de agulha: alcançou R$ 20,50 por quilo, aumento de R$ 0,50
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,98%, sendo negociado a R$ 5,2237 para venda e a R$ 5,2217 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1697 e a máxima de R$ 5,2367.


















