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BNDES Florestas recebe prêmio internacional por estratégia de restauração e bioeconomia

BNDES Florestas recebe prêmio internacional por estratégia de restauração e bioeconomia


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu nesta quinta-feira (21), em Assunção, no Paraguai, o Prêmio Alide Verde pela iniciativa BNDES Florestas. Segundo o banco, a estratégia reúne instrumentos de financiamento voltados à conservação, restauração ecológica e produtiva, manejo sustentável e fortalecimento da bioeconomia com espécies nativas. A premiação ocorreu durante a 56ª Assembleia da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide).

De acordo com o BNDES, a iniciativa já mobilizou R$ 7,5 bilhões para projetos ligados ao setor florestal desde 2023. O banco informa que esse volume corresponde, em estimativa institucional, ao plantio de 334 milhões de árvores, à geração de 84 mil empregos verdes e à remoção de 64 milhões de toneladas de CO2-equivalente.

A estratégia funciona como uma plataforma que integra diferentes instrumentos. Entre eles estão o BNDES Floresta Crédito, voltado ao financiamento de projetos produtivos e de restauração com espécies nativas; o Floresta Viva, com recursos não reembolsáveis; o Arco da Restauração, direcionado à recomposição de áreas degradadas na Amazônia; o ProFloresta+; além de concessões florestais e iniciativas de inovação tecnológica.

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Para o setor rural, a iniciativa tem conexão com sistemas agroflorestais, manejo sustentável, recuperação de áreas degradadas e fortalecimento de cadeias da sociobiodiversidade. O banco também afirma que, a cada R$ 1 em crédito, a estrutura mobiliza R$ 1,59 do setor privado, o que indica efeito de alavancagem em projetos com base florestal e produtiva.

A Alide informou que a categoria Alide Verde reconhece programas de financiamento associados ao enfrentamento das mudanças climáticas. Segundo o BNDES, esta foi a terceira vitória consecutiva do banco na mesma categoria, após as premiações de Floresta Viva, em 2024, e BNDES Azul, em 2025.

O material divulgado não detalha, porém, novos desembolsos, cronograma adicional de contratações ou critérios atualizados de acesso aos instrumentos já existentes.

O reconhecimento internacional reforça a agenda de financiamento florestal e de bioeconomia em curso no BNDES, mas os efeitos práticos para produtores, comunidades e cadeias produtivas dependerão da execução dos projetos, da continuidade da oferta de crédito e da escala efetiva das operações já anunciadas.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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