Equipes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) e de ministérios estão percorrendo municípios da Bacia do Rio Doce e do Litoral Norte Capixaba para orientar organizações interessadas na Chamada Rio Doce Participativo. A iniciativa reúne R$ 225 milhões para projetos estruturantes de desenvolvimento territorial em áreas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão.
As inscrições seguem abertas até 30 de dezembro de 2026, com análise contínua das propostas à medida que forem apresentadas ao banco. Durante esse processo, a chamada prevê interação entre o BNDES e as entidades proponentes para esclarecimentos, complementação documental e aperfeiçoamento dos projetos.
A seleção está organizada em dois eixos. O Eixo I é voltado ao fortalecimento institucional de organizações que atuam em economia solidária, reabilitação territorial, resiliência comunitária, autonomia de povos e comunidades tradicionais e promoção da igualdade. O Eixo II busca apoiar a estruturação de empreendimentos produtivos e de serviços, com foco no fortalecimento da capacidade produtiva, comercial e de geração de renda de cooperativas e associações de produtores.
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Os projetos poderão receber de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões no Eixo I e de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões no Eixo II. Propostas que combinem os dois eixos poderão alcançar até R$ 23 milhões, com prazo de execução de até 36 meses.
Segundo a diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo Rio Doce do BNDES, Maria Fernanda Coelho, a chamada foi desenhada para apoiar projetos de maior escala e com efeitos duradouros nos territórios. A iniciativa integra o Fundo de Participação Social previsto no Acordo Judicial de Reparação do Rio Doce.
Podem participar como entidades executoras organizações privadas sem fins lucrativos sediadas em Minas Gerais ou no Espírito Santo, com experiência comprovada em projetos voltados às populações atingidas ou ao desenvolvimento territorial. As propostas devem beneficiar organizações atuantes nos 49 municípios definidos pelo acordo.
Em depoimentos colhidos durante a caravana, moradores e representantes de associações relataram impactos sobre artesanato, agricultura, pesca e garimpo tradicional. Entre as possibilidades citadas para os projetos estão estrutura para produção de mudas, estufas e ampliação de iniciativas já em andamento nas comunidades.
A chamada pública faz parte da estratégia de mobilização territorial para ampliar o acesso às informações e estimular a apresentação de propostas pelas organizações dos municípios atingidos. As orientações e a documentação estão disponíveis no site oficial da iniciativa e pelo e-mail [email protected].















