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Bolsas da Ásia caem após novos ataques entre Estados Unidos e Irã

Bolsas da Ásia caem após novos ataques entre Estados Unidos e Irã


As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira (28), após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. O movimento aumentou a aversão ao risco nos mercados e voltou a impulsionar os preços do petróleo. No fim da madrugada, o Brent subia cerca de 2,5%, depois de ter recuado mais de 4,5% na sessão anterior.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,47%, aos 64.693,12 pontos, pressionado por ações dos setores de chips e metais. Em Seul, o Kospi recuou 0,53%, aos 8.185,29 pontos, encerrando uma sequência de quatro altas. Segundo o banco central sul-coreano, mantido o juro básico em 2,5%, a trajetória da inflação segue sob atenção diante da alta do petróleo.

Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 1,27%, aos 25.006,16 pontos. Em Taiwan, o Taiex caiu 1,40%, aos 43.636,44 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200 recuou 1,43% em Sydney, aos 8.592,90 pontos. Na China continental, o desempenho foi distinto: o Xangai Composto avançou 0,12%, aos 4.098,64 pontos, e o Shenzhen Composto subiu 0,88%, aos 2.859,88 pontos.

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Segundo autoridades dos Estados Unidos, forças do Comando Central derrubaram quatro drones iranianos próximos ao Estreito de Ormuz e atingiram uma estação de controle em terra, em Bandar Abbas. Em retaliação, o Irã atacou uma base americana no Kuwait. As ações sucedem ofensivas registradas no início da semana e indicam fragilidade no cessar-fogo, mesmo com negociações de paz em andamento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está “negociando no limite” e disse que as eleições legislativas de novembro não acelerarão um acordo. Para o mercado, o ponto central continua sendo o risco à navegação e ao fluxo de petróleo na região do Golfo.

Embora o texto de origem não apresente efeitos diretos sobre cadeias agropecuárias, a alta do petróleo é um indicador relevante para o setor por sua relação com diesel, frete, armazenagem, energia e custos operacionais no campo.

O desdobramento sobre preços de energia e custos logísticos dependerá da evolução do conflito e do comportamento do petróleo nas próximas sessões. Até o momento, não há no conteúdo disponível estimativas específicas para impactos sobre combustíveis ou insumos do agro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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