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Bolsas da Europa avançam com expectativa de trégua prolongada entre EUA e Irã

Bolsas da Europa avançam com expectativa de trégua prolongada entre EUA e Irã


As bolsas europeias operavam em alta na manhã desta sexta-feira (29), em meio à expectativa de que Estados Unidos e Irã estendam por 60 dias o atual cessar-fogo. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,51%, aos 628,27 pontos. O mercado também monitorava a possível reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

Segundo um funcionário do governo americano citado no noticiário internacional, negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram na quinta-feira (28) a um entendimento preliminar para prorrogar a trégua e abrir uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano. O acordo, no entanto, ainda dependia de confirmação pública do Irã e de aprovação final do presidente dos EUA, Donald Trump.

O foco dos investidores se voltou para o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. De acordo com a mesma fonte, o entendimento provisório prevê que o Irã não imponha tarifas a embarcações que cruzem a rota, enquanto os EUA reduziriam gradualmente o bloqueio marítimo aos portos iranianos. No começo da manhã, o petróleo Brent recuava quase 2%, para cerca de US$ 91 por barril.

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No mercado acionário, às 6h33, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres avançava 0,25%, Paris subia 1,12% e Frankfurt ganhava 0,32%. Milão, Madri e Lisboa registravam altas de 0,55%, 0,74% e 0,09%, respectivamente. O setor de defesa seguia em alta, com avanço de 0,90% do subíndice europeu, após novo episódio de tensão envolvendo a Romênia e a guerra na Ucrânia.

No campo macroeconômico, uma revisão do Produto Interno Bruto da França mostrou retração de 0,1% no primeiro trimestre de 2026 frente aos três meses anteriores. A leitura preliminar indicava estabilidade.

Para o setor agropecuário, o principal ponto de atenção é o petróleo. Oscilações no Brent podem influenciar custos de diesel, frete e parte dos insumos ligados à energia e à logística. O efeito prático sobre produtores e cadeias agroindustriais, porém, depende da duração do movimento no mercado internacional e do repasse aos preços internos, o que ainda não estava quantificado nesta sexta-feira (29).

No curto prazo, o mercado seguirá condicionado à confirmação formal do acordo entre EUA e Irã e ao comportamento do petróleo. Sem definição final sobre a trégua e sobre a normalização plena da navegação no Estreito de Ormuz, ainda não há base técnica suficiente para estimar o impacto final sobre custos do agro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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