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Bolsas europeias recuam e petróleo sobe após novos ataques dos EUA no Irã

Bolsas europeias recuam e petróleo sobe após novos ataques dos EUA no Irã


As bolsas da Europa operavam majoritariamente em queda na manhã desta terça-feira (26), após novos ataques dos Estados Unidos no sul do Irã reduzirem a expectativa de avanço nas negociações de paz entre os dois países. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,28%, a 629,85 pontos. No mesmo intervalo, o petróleo Brent para agosto subia mais de 3%, após ter recuado quase 7% na sessão anterior.

O movimento dos mercados ocorreu depois de as Forças Armadas dos Estados Unidos informarem que os ataques de segunda-feira foram realizados para proteger tropas americanas de ameaças atribuídas a forças iranianas. Segundo os militares, a ação foi moderada em razão do cessar-fogo com o Irã, que até o momento citado no material não havia apresentado resposta oficial.

A reação interrompeu parte do alívio observado na véspera, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em rede social que as discussões para o fim da guerra estavam progredindo bem. Com a nova escalada, investidores voltaram a buscar proteção, o que pressionou ações e deu suporte ao petróleo.

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Às 6h33, a Bolsa de Paris caía 0,88%, Frankfurt recuava 0,62% e Milão cedia 0,38%. Madri e Lisboa operavam perto da estabilidade. Londres, que retomava os negócios após feriado no Reino Unido, subia 0,73%.

No mercado corporativo, a Ferrari registrava queda de 6% em Milão após o lançamento de seu primeiro carro totalmente elétrico.

Para o agronegócio, o ponto central do noticiário está no petróleo. A alta do Brent pode influenciar combustíveis e fretes, além de custos de insumos com dependência energética e logística. Esses efeitos, porém, dependem da duração da tensão geopolítica, do comportamento do câmbio e do repasse de preços nos mercados domésticos. O conteúdo disponível não traz estimativas setoriais específicas para diesel, fertilizantes ou transporte rural.

No curto prazo, o mercado deve seguir sensível a novos sinais militares e diplomáticos no Oriente Médio. Sem informações adicionais sobre desdobramentos do conflito ou sobre repasses ao mercado brasileiro, não há base técnica suficiente para quantificar o efeito sobre custos do setor agropecuário neste momento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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