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Brasil permanece fora do Mapa da Fome e amplia acesso à alimentação saudável

Brasil permanece fora do Mapa da Fome e amplia acesso à alimentação saudável


O Brasil segue fora do Mapa da Fome, segundo a edição 2026 do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI)”, lançado nesta terça-feira (21), em Roma, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). O levantamento mostra que a prevalência de subnutrição no país permaneceu abaixo de 2,5% da população, patamar usado pela entidade para classificar os países fora do indicador.

O relatório também registrou avanço no acesso econômico da população brasileira a uma alimentação saudável. Entre 2021 e 2025, a proporção de pessoas sem condições financeiras de adquirir uma dieta saudável caiu de 31,2% para 21,1%. Em números absolutos, o contingente recuou de 65,3 milhões para 44,8 milhões de pessoas, o que representa mais 20 milhões de brasileiros com condições de acessar alimentação saudável no período.

A FAO define alimentação saudável como aquela capaz de promover saúde, crescimento, desenvolvimento e bem-estar, além de prevenir deficiências nutricionais, doenças crônicas e doenças transmitidas por alimentos. Esse padrão considera quatro critérios: adequação nutricional, equilíbrio entre energia e macronutrientes, diversidade de grupos alimentares e moderação no consumo de açúcares, sódio e gorduras prejudiciais. A segurança dos alimentos também integra esse conceito.

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A experiência brasileira foi destacada pela FAO como exemplo de abordagem integrada, combinando políticas de proteção social, fortalecimento da agricultura familiar e ampliação do acesso a alimentos saudáveis. Durante a apresentação do relatório, o papel da agricultura familiar foi apontado como estratégico na produção de alimentos saudáveis e na construção de sistemas agroalimentares mais sustentáveis.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, as políticas da pasta incluem ampliação do crédito rural, assistência técnica, inovação, acesso aos mercados e investimentos em bioinsumos, pesquisa e sistemas agroflorestais. O relatório também destacou a atuação das mulheres rurais em espaços produtivos voltados à diversificação da alimentação, geração de renda e fortalecimento da autonomia econômica.

Na avaliação apresentada em Roma, o conjunto de políticas públicas brasileiras voltadas à segurança alimentar reuniu ações de geração de renda, produção de alimentos e apoio à agricultura familiar, eixo apontado como central para ampliar o acesso da população a uma alimentação saudável.

Fonte: gov.br

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