USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Brasil reforça agenda de metas climáticas e mercado de carbono em reunião na Dinamarca

Brasil reforça agenda de metas climáticas e mercado de carbono em reunião na Dinamarca


O Brasil participou, na quinta-feira (21) e na sexta-feira (22), em Copenhague, na Dinamarca, da reunião de governança da NDC Partnership, coalizão global criada para apoiar a elaboração e a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) previstas no Acordo de Paris. O país exerce a copresidência da parceria ao lado da Austrália, representando os países em desenvolvimento em uma articulação que reúne mais de 250 países e instituições.

A reunião ocorreu em um momento de transição da agenda climática internacional, após a atualização de metas nacionais por diferentes países. Segundo o conteúdo divulgado, o foco agora está na implementação dessas metas por meio de políticas públicas, investimentos, fortalecimento institucional e instrumentos regulatórios.

As NDCs reúnem compromissos de redução de emissões, adaptação climática e transição para economias de baixo carbono. Nesse processo, a NDC Partnership atua na coordenação entre governos, organismos internacionais, bancos de desenvolvimento e instituições parceiras para conectar demanda por apoio técnico, financeiro e institucional.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Representaram o Brasil no encontro a secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, e a CEO da COP30, Ana Toni. De acordo com Cristina Reis, a etapa atual exige transformar metas em projetos, investimentos e políticas públicas. A secretária também afirmou que a implementação precisa considerar a realidade dos países em desenvolvimento e ampliar a cooperação internacional.

A participação do Ministério da Fazenda, segundo o governo brasileiro, está alinhada ao Plano de Transformação Ecológica, que busca integrar clima, financiamento e desenvolvimento produtivo. Entre os instrumentos citados está a lei que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, marco legal do mercado regulado de carbono no país. O modelo prevê regras de monitoramento, relato e verificação de emissões e incentivos à redução nos setores mais intensivos em carbono.

Para o público do agronegócio, a agenda tem relação com regulação climática, financiamento e transição produtiva. O conteúdo, no entanto, não detalha medidas específicas para a agropecuária nem apresenta prazos ou efeitos diretos por cadeia produtiva.

A reunião em Copenhague reforça a posição do Brasil na preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). No momento, os desdobramentos práticos para setores específicos, como o agro, dependem da regulamentação dos instrumentos anunciados e da definição de políticas de implementação das metas climáticas.

Fonte: gov.br

O post Brasil reforça agenda de metas climáticas e mercado de carbono em reunião na Dinamarca apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Comissão da Câmara aprova política de incentivo ao cacau em sistema cabruca

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (26) o Projeto de Lei 4107/25, que institui a Política Nacional de Proteção, Manutenção e Incentivo ao Cultivo de Cacau em Sistemas Agroflorestais Cabruca. A proposta cria instrumentos de apoio à produção de cacau cultivado sob sombra de árvores nativas e segue em análise conclusiva na Câmara. Pelo texto, o sistema cabruca é definido como o cultivo de cacau à sombra de árvores nativas, mantidas em número mínimo de espécies por hectare, com respeito à biodiversidade local. A proposta estabelece instrumentos como crédito rural, programas de capacitação, assistência técnica

Projeto propõe política nacional de incentivo ao cacau em sistema cabruca

O Projeto de Lei 4107/25 cria a Política Nacional de Proteção, Manutenção e Incentivo ao Cultivo de Cacau em Sistemas Agroflorestais Cabruca. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados e prevê instrumentos como crédito rural específico, capacitação, assistência técnica, subsídios e apoio à pesquisa. O texto também estabelece prioridade para pequenos e médios produtores no acesso aos incentivos financeiros. Pela definição do projeto, cabruca é o sistema agroflorestal em que o cacau é cultivado sob a sombra de árvores nativas, preservadas em quantidade mínima por hectare. A proposta associa a produção cacaueira à conservação da biodiversidade, dos recursos naturais e do bioma Mata

El Niño pode ampliar seca para até sete meses, alerta especialista

Foto: Reprodução/Giro do Boi. O programa Giro do Boi desta terça-feira (26) trouxe um alerta urgente para a pecuária nacional, especialmente para quem depende de boas áreas de pastagens para alimentar o rebanho. O engenheiro agrônomo Wagner Pires, uma das maiores referências em pastagens do país, destacou a alta probabilidade de um impacto severo do fenômeno El Niño neste ano. Sob a influência desse fenômeno, a entressafra tradicional — que costuma durar de quatro a cinco meses — pode se estender por seis, sete ou até mais meses de estiagem severa e calor prolongado. Pires afirmou que o planejamento antecipado é a única saída para

Ministra diz que regularização de terras quilombolas é prioridade de Estado

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, afirmou nesta terça-feira (26), durante sessão solene na Câmara dos Deputados, que a regularização de terras quilombolas é uma prioridade de Estado. A declaração ocorreu em homenagem aos 30 anos da Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conac). No evento, representantes do governo federal apresentaram números de decretos, relatórios técnicos e portarias ligados ao reconhecimento desses territórios. Ao tratar do tema, a ministra associou os quilombos à formação histórica de comunidades rurais e à produção agrícola. Segundo Rachel Barros, esses territórios representam espaços de organização social, desenvolvimento comunitário e cultivo agrícola. Na sessão, o secretário-executivo

Alckmin diz que debate sobre fim da escala 6×1 não está ligado às eleições

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (26) que a proposta de redução da jornada de trabalho e o debate sobre o fim da escala 6×1 não têm relação com as eleições. A declaração foi dada após a leitura do relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, onde a votação foi adiada por pedido de vista. Segundo Alckmin, o texto em discussão prevê uma transição da jornada semanal de 44 horas para 42 horas em um primeiro momento, com chegada a 40 horas apenas em 2027. Ao comentar a tramitação, o

Comissão da Câmara debate recursos da Eletrobras para revitalização do São Francisco

A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (27), às 9h30, uma audiência pública para discutir a execução dos investimentos vinculados à desestatização da Eletrobras na revitalização da Bacia do Rio São Francisco. O debate foi solicitado pelo deputado Pedro Campos (PSB-PE) e terá como foco a situação de projetos já aprovados e o risco de descontinuidade dos recursos destinados à bacia. Segundo a Câmara, a discussão ocorre em meio a questionamentos sobre a manutenção de aportes em áreas atendidas por contratos de concessão regionalizada dos serviços de saneamento. A controvérsia envolve a interpretação de que, nessas áreas,

CAE adia novamente votação de projeto sobre renegociação de dívidas rurais

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adiou novamente, nesta terça-feira (26), a votação do Projeto de Lei 5122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais. Segundo o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), a deliberação depende de nova reunião com o Ministério da Fazenda, prevista para as 14 horas em Brasília. O texto em debate abrange cerca de R$ 180 bilhões em passivos do setor. Durante a sessão da manhã, Calheiros afirmou que a votação poderá ocorrer ainda nesta terça-feira (26), após encontro com o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan. Segundo o senador, se não houver acordo com a equipe econômica,

Comissão da Câmara ouve sindicatos sobre fim da escala 6×1 nesta terça-feira

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o fim da escala 6×1 realiza audiência nesta terça-feira (26), às 14h30, no plenário 2, para ouvir representantes de entidades sindicais e movimentos sociais. O colegiado discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que trata da redução da jornada de trabalho no país. A votação do parecer está prevista para esta quarta-feira (27). A audiência faz parte da série de reuniões promovidas pela comissão para reunir subsídios técnicos e políticos antes da deliberação da proposta. Segundo a pauta divulgada pela Câmara, o foco do encontro é ouvir representantes da sociedade civil ligados ao debate

São Martinho eleva lucro da safra 2025/26 para R$ 836,2 milhões

A São Martinho encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 836,2 milhões, alta de 50,2% na comparação com o ciclo anterior, segundo resultado financeiro divulgado pela companhia nesta segunda-feira (25), após o fechamento do mercado. A receita líquida somou R$ 7,435 bilhões, avanço de 3,3%, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 3,503 bilhões, com crescimento de 1,7% e margem de 47,1%. Segundo a companhia, o desempenho da safra foi sustentado principalmente pelo crescimento das receitas de etanol, energia elétrica, levedura e DDGS. A receita com etanol avançou 7,9%, para R$ 3,470 bilhões, apoiada em preços 7,3% maiores e volumes em linha com a

Projeto de renegociação de dívidas do agro é adiado mais uma vez; governo e Senado tentam acordo

Foto: Arquivo/Canal Rural A votação do projeto que cria uma linha especial de financiamento para renegociação das dívidas de produtores rurais foi adiada mais uma vez no Senado nesta terça-feira (26). Apesar da falta de consenso entre parlamentares e governo federal, senadores afirmaram que as negociações avançaram nas últimas horas. Durante a abertura da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o presidente do colegiado, Renan Calheiros, informou que suspenderia temporariamente a votação sobre o projeto para uma nova rodada de conversas com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Segundo Renan, ainda não houve acordo definitivo sobre o texto, mas a proposta deve