A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa, de 19 a 30 de outubro, da 17ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (COP 17), realizada em Yerevan, capital da Armênia. A conferência reúne discussões sobre a implementação do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, com metas voltadas à conservação, ao uso sustentável da biodiversidade e à repartição de benefícios associados aos recursos genéticos.
A COP 17 terá como um dos principais focos a primeira revisão global do progresso coletivo na implementação do Marco Global de Biodiversidade (GBF), firmado em 2022 durante a COP 15, em Montreal. O acordo definiu 23 metas de ação para 2030 e quatro objetivos de longo prazo para 2050.
Segundo a CNA, a presença do setor agropecuário nas negociações é considerada estratégica para representar os produtores rurais brasileiros e contribuir para que as decisões internacionais reconheçam o papel da agropecuária na conservação e no uso sustentável da biodiversidade.
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A assessora técnica da Coordenação de Sustentabilidade da CNA, Jaíne Cubas, afirmou que o acompanhamento da conferência permite apresentar subsídios técnicos, defender a segurança jurídica e o respeito às particularidades da agricultura tropical, além de buscar financiamento e incentivos para a implementação das metas.
A entidade sustenta que as discussões da COP 17 têm relação direta com a produção agropecuária, ao envolver temas como diversidade genética, polinização, qualidade dos solos e disponibilidade de água. A CNA também destaca a manutenção de vegetação nativa e a adoção de práticas de manejo sustentável como contribuições dos produtores rurais para a conservação da biodiversidade.
A confederação encaminhou aos negociadores brasileiros um posicionamento em que defende o reconhecimento da agropecuária brasileira como ator fundamental para a implementação do GBF. Entre os pontos apresentados está o reconhecimento dos ativos ambientais existentes nas propriedades rurais, como Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais previstas no Código Florestal.
No documento, a CNA propõe que a Meta 3 do Marco Global de Biodiversidade, que prevê a conservação de pelo menos 30% das áreas terrestres, das águas continentais, costeiras e marinhas até 2030, considere a contribuição das áreas privadas conservadas, em linha com a legislação brasileira e as circunstâncias nacionais.
O posicionamento apresentado pela CNA também reúne propostas sobre negócios e biodiversidade, financiamento, bioeconomia, mudanças climáticas, conservação, uso sustentável das florestas e espécies exóticas invasoras no âmbito das negociações da COP 17.
Fonte: cnabrasil.org.br


















