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Dólar sobe com Ptax, PIB e cautela externa no radar

Dólar sobe com Ptax, PIB e cautela externa no radar


O dólar opera em alta no mercado à vista na manhã desta sexta-feira (29), em um pregão marcado pela formação da última taxa Ptax de maio, pela divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2026 e pelo avanço da moeda americana no exterior. O movimento também reflete a cautela dos investidores com o cenário geopolítico e com a leitura sobre juros nos Estados Unidos. O material consultado não informa a cotação nominal da moeda no momento da publicação.

A valorização do dólar ocorre em meio à disputa técnica em torno da Ptax de fim de mês, referência usada em contratos financeiros e operações cambiais. No exterior, a divisa americana sobe frente a moedas fortes e também diante de moedas de países exportadores de commodities, o que amplia a pressão sobre mercados emergentes.

No Brasil, o PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o trimestre anterior, após alta de 0,1% no quarto trimestre de 2025. Em relação ao mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,8%. O valor total da economia somou R$ 3,3 trilhões no período. Já o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 24,624 bilhões em abril, acima da mediana das expectativas do mercado, de R$ 23,2 bilhões.

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No cenário internacional, dirigentes do Federal Reserve indicaram manutenção da cautela com a inflação e reforçaram que ainda não há espaço claro para afrouxamento da política monetária. No Japão, o Banco do Japão (BoJ) realizou cerca de US$ 74 bilhões em intervenções cambiais entre 28 de abril e 27 de maio. O ambiente externo também segue atento à falta de acordo concreto entre Estados Unidos e Irã.

No mercado doméstico, investidores ainda monitoram os desdobramentos da decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais, diante de possíveis efeitos regulatórios e financeiros.

Para o agronegócio, a oscilação do câmbio tem efeito direto sobre a competitividade das exportações e sobre o custo de itens dolarizados, como fertilizantes, defensivos, combustíveis e máquinas. O impacto prático depende da duração do movimento, do comportamento dos preços internacionais e da estratégia de comercialização adotada por cada cadeia.

No curto prazo, o comportamento do dólar deve continuar condicionado à formação da Ptax, à leitura dos próximos indicadores econômicos e aos sinais do Federal Reserve. Sem nova referência de cotação no material analisado, não há base suficiente para projetar a intensidade do movimento além do pregão desta sexta-feira (29).

Fonte: Estadão Conteúdo

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