A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sediou, de segunda-feira (26) a esta quarta-feira (28), em Brasília (DF), a Semana da Avaliação 2026, encontro voltado ao monitoramento, à avaliação e ao uso de evidências em políticas públicas. Segundo a organização, o evento superou 100 mil participantes em formato híbrido. A programação reuniu representantes do governo, academia, organismos internacionais e especialistas.
Na abertura, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou em mensagem gravada que a instituição tem papel estratégico ao fornecer conhecimento técnico-científico para subsidiar decisões do Executivo e do Legislativo, especialmente em temas ligados ao setor agropecuário. Ela destacou que avaliação, monitoramento e uso qualificado de evidências contribuem para a qualificação da ação pública.
Representando a Diretoria-Executiva da estatal, o chefe do Gabinete da Presidência, André Alarcão, citou políticas já associadas à atuação técnica da empresa, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e o Plano Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC). Segundo ele, temas como segurança alimentar, sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas dependem da capacidade do Estado de revisar e aperfeiçoar programas com base em dados.
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Entre os debates promovidos pela Embrapa, uma mesa realizada na segunda-feira (26) discutiu o uso de evidências nos processos decisórios do setor público. Participaram Cynthia Cury, analista da Embrapa, Ana Cláudia Capella, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Flávia Ávila, fundadora da InBehavior Lab. As expositoras destacaram que dados técnicos precisam ser contextualizados e traduzidos para chegar aos formuladores de políticas.
Na terça-feira (27), outra mesa abordou políticas públicas agroambientais. Os pesquisadores Patrícia Santos e Aryeverton Fortes, da Embrapa, e o economista José Eustáquio Vieira Filho, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), trataram de seguro, crédito rural e monitoramento de programas. Fortes defendeu avaliação contínua dessas políticas para ampliar resultados, enquanto Vieira Filho ressaltou que dados confiáveis ajudam a orientar o uso de recursos públicos escassos.
Para o setor agropecuário, a discussão reforça a importância de instrumentos técnicos na formulação e revisão de políticas ligadas à gestão de risco, financiamento e sustentabilidade. O evento também indicou que a efetividade dessas medidas depende não apenas da produção de dados, mas da capacidade institucional de transformar evidências em decisões aplicáveis. Não foram detalhados, no material divulgado, encaminhamentos normativos ou mudanças imediatas em programas públicos.
Fonte: embrapa.br
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