USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
entidades alertam para alta nos custos de produção e na inflação

entidades alertam para alta nos custos de produção e na inflação


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 será votada em primeiro turno no Senado Federal nesta quarta-feira (14). Diante disso, confederações empresariais, entre elas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), manifestaram preocupação com os possíveis efeitos da mudança sobre os custos de produção, a contratação de trabalhadores formais e a inflação.

Uma pesquisa do Cepea em parceria com a CNA aponta que 94,8% dos produtores rurais enfrentam dificuldades para contratar mão de obra, o que pode encarecer o preço dos alimentos.

Em nota divulgada em 7 de outubro, seis entidades defenderam que a proposta seja discutida de forma mais ampla antes de avançar no Congresso Nacional. O grupo argumenta que uma mudança nas regras da jornada de trabalho precisa considerar as particularidades dos setores econômicos e os efeitos sobre investimentos e geração de empregos.

Em entrevista ao Canal Rural, a diretora-executiva da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Patrícia Arantes, também defendeu cautela na discussão. Para ela, as regras precisam considerar as diferenças entre as atividades agropecuárias, com possibilidade de adequação às necessidades de cada sistema produtivo.

“É um setor que tem diferenças, de dia a dia, de escala de produção”, afirmou. Segundo ela, com base em levantamento da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da CNA, o setor agropecuário reúne cerca de 30 milhões de trabalhadores no Brasil, o equivalente a aproximadamente um quarto da economia.

Nesse contexto, a entidade defende ainda uma proposta alternativa, com maior flexibilidade na legislação trabalhista e possibilidade de adequação dos contratos às diferentes realidades produtivas. “É importantíssimo que nós tenhamos essa possibilidade de liberdade contratual e de adequação às realidades produtivas de acordo com a legislação trabalhista aplicável”, disse Arantes.

O que prevê a PEC do fim da escala 6×1

A PEC 221/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. O texto também estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, com adoção da escala 5×2.

Pela proposta, a transição começa 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, quando a jornada máxima passa a 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, o limite cai para 40 horas.

Como se trata de uma proposta de alteração da Constituição, o texto precisa ser aprovado em dois turnos no Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação. Se os senadores alterarem a proposta, ela deverá voltar à Câmara dos Deputados.

Entidades apontam risco de alta nos custos e nos preços

O manifesto é assinado pela CNA, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).

As entidades afirmam que os efeitos da mudança podem alcançar setores como agricultura, indústria, comércio, transporte, cooperativismo, saúde e serviços. Entre os riscos apontados estão o aumento dos custos de produção, a redução das contratações formais e a pressão sobre a inflação.

A CNI estima que a redução do limite de horas semanais pode elevar os preços ao consumidor em média 6,2%. A entidade também calcula um aumento de até R$ 267,2 bilhões nos custos de produção e uma queda de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O grupo também considera inoportuna a votação antes do segundo turno das eleições e defende que o Congresso avalie os impactos econômicos da mudança antes de tomar uma decisão.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

arroba segue em alta com escalas de abate apertadas

O mercado físico do boi gordo retoma as negociações após o feriado com preços firmes e negócios realizados acima das referências médias em diferentes regiões do país. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais permanece restrita, enquanto as escalas de abate continuam pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das praças pesquisadas. “Esse ambiente mantém os frigoríficos ativos na compra de boiadas e preserva o viés de alta para a arroba no curto prazo. A expectativa de retomada da produção destinada ao mercado chinês também permanece relevante para a demanda do último

BNDES orienta organizações sobre chamada de R$ 225 milhões no Rio Doce

Equipes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) e de ministérios estão percorrendo municípios da Bacia do Rio Doce e do Litoral Norte Capixaba para orientar organizações interessadas na Chamada Rio Doce Participativo. A iniciativa reúne R$ 225 milhões para projetos estruturantes de desenvolvimento territorial em áreas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. As inscrições seguem abertas até 30 de dezembro de 2026, com análise contínua das propostas à medida que forem apresentadas ao banco. Durante esse processo, a chamada prevê interação entre o BNDES e as entidades proponentes para esclarecimentos, complementação documental e aperfeiçoamento

Planos de Lula e Flávio divergem sobre clima, desmatamento e conservação

Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tratam de forma diferente os temas ambientais na disputa do segundo turno. Lula coloca as mudanças climáticas como eixo central das propostas e as classifica como emergência. Flávio cita eventos climáticos extremos e concentra o plano em conservação com geração de renda, mercado de carbono, bioeconomia e pagamento por serviços ambientais. No programa do PT, o termo mudanças climáticas aparece 38 vezes e orienta ações de mitigação e adaptação. Entre as propostas estão a revitalização de bacias hidrográficas, a ampliação da infraestrutura de segurança hídrica, investimentos em prevenção e redução

CNA apresenta ações para ampliar participação feminina no agro durante evento no RN

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou no domingo (11) do 4º Encontro das Mulheres do Agro, realizado durante a 64ª Festa do Boi, em Natal, no Rio Grande do Norte. Promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Norte (Faern), o evento teve como foco a atuação feminina no setor agropecuário e a ampliação da presença de mulheres em espaços de liderança. Durante o encontro, a presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, Stéphanie Ferreira, apresentou um panorama das ações desenvolvidas pela comissão. Entre os pontos destacados estiveram o fortalecimento sindical, o desenvolvimento

CNA destaca papel do agro em sessão no Senado pelo Dia Mundial da Alimentação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça-feira (13), de uma sessão solene no Plenário do Senado Federal em homenagem ao Dia Mundial da Alimentação. Em Brasília, a entidade defendeu a relevância do agro na produção de alimentos, no abastecimento interno e na oferta para outros países. O encontro também reuniu parlamentares e representantes de entidades do setor. O vice-presidente da CNA, Humberto Miranda, integrou a mesa da solenidade e afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque no cenário global de produção de alimentos. Segundo ele, o país tem responsabilidade no abastecimento do mercado interno e na contribuição para a

Arroba do boi gordo chega a R$ 385 e pecuaristas já esperam R$ 390 em São Paulo

O mercado do boi gordo encerrou a última semana com preços firmes, apesar da redução no ritmo das negociações. Em São Paulo, a arroba foi comercializada entre R$ 370 e R$ 380, com negócios pontuais chegando a R$ 385, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na sexta-feira (9), o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, referente ao mercado paulista, atingiu R$ 377,80 por arroba, à vista e livre de Funrural, acumulando valorização de 3,71% na parcial de outubro. De acordo com o Cepea, a liquidez foi baixa na sexta-feira, uma vez que parte dos compradores já havia se retirado do mercado

Fim da escala 6×1 será votada no Senado nesta quarta-feira

O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias e tem direito a um dia de descanso. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! A votação foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Antes de ser analisada pelos parlamentares, a proposta precisa passar por mais duas sessões de discussão, previstas para terça-feira (13) e quarta-feira (14). A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara

Falhas operacionais elevam custo da engorda no confinamento de bovinos

A busca pelo menor custo por arroba produzida na terminação de bovinos vai além do ajuste fino dos ingredientes no software de formulação. O zootecnista Maurício Scoton afirma que falhas na rotina operacional do confinamento são as verdadeiras vilãs da rentabilidade, provocando perdas invisíveis que elevam a conta do pecuarista. Segundo o especialista, existem “três dietas” na fazenda: a formulada no computador pelo nutricionista, a efetivamente misturada pelo operador no vagão e a entregue no cocho para o lote. Dados do levantamento Confina Brasil, realizado pela Scot Consultoria, mostram um forte descompasso de gestão: enquanto nove em cada dez confinamentos contratam consultoria nutricional, apenas um

Um pacto dos candidatos para consertar o Brasil

Os dois candidatos à Presidência deveriam assumir, antes da eleição, o compromisso de liderar um pacto para consertar o Brasil. Governo, Congresso, sociedade, setores econômicos e imprensa precisam participar desse esforço, cada um com sua responsabilidade. Na minha avaliação, os primeiros 100 dias do próximo governo devem marcar o início desse trabalho. O país precisa enfrentar as causas dos problemas que atravessam décadas e comprometem sua capacidade de crescer. O Brasil conhece os sintomas: juros altos, pressão sobre o custo de vida, famílias endividadas, empresas com dificuldade para investir e um governo que precisa se financiar continuamente. Na indústria, no comércio e no campo, produzir

Arroba do boi gordo chega a R$ 380 com apetite para mais

O mercado físico do boi gordo registrou mais uma semana de preços em alta, com reajustes disseminados pelas principais regiões produtoras do país. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, destaca que a oferta restrita de animais e o posicionamento desconfortável das escalas de abate por parte dos frigoríficos, concentradas entre cinco e sete dias úteis, continuam dificultando a composição das programações. Nesse ambiente, o especialista sinaliza que frigoríficos de diferentes portes permanecem ativos nas compras e elevam gradualmente suas indicações. “A perspectiva de curto prazo continua favorável à valorização da arroba, embora a intensidade dos avanços varie entre as diferentes praças”, pontua.