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Estudo projeta queda de até 92,6% na intensidade de emissões da pecuária bovina até 2050

Estudo projeta queda de até 92,6% na intensidade de emissões da pecuária bovina até 2050


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) apresentou nesta segunda-feira (8), na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, um estudo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e da Fundação Getulio Vargas Agro (FGV Agro) sobre descarbonização da pecuária de corte no Brasil. Segundo o levantamento, a intensidade de emissões pode cair até 92,6% até 2050 nos cenários mais ambiciosos de mitigação.

O estudo “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil – 2025 a 2050” foi apresentado durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do Comitê de Agricultura (COAG). De acordo com os dados divulgados, a intensidade de carbono da carne bovina pode recuar de 80 quilos para 16 quilos de CO2 equivalente por quilo de carne no cenário de referência, uma redução de 80%. Nos cenários alinhados ao Plano ABC+, o indicador pode chegar a 5 quilos de CO2 equivalente por quilo de carne.

A pesquisadora da FGV Agro Camila Estevam afirmou, segundo a apresentação, que o modelo considera tecnologias já adotadas no campo, como recuperação de pastagens degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), biotecnologia zootécnica e aditivos alimentares. O estudo também projeta redução de até 60% nas emissões absolutas até 2050.

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Os dados apresentados indicam ainda que a produção brasileira de carne bovina pode alcançar 18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050, com corte adicional de 35% na área de pastagens e aumento de 31% no peso médio da carcaça, de 211 quilos para 277 quilos por animal abatido.

Segundo o material divulgado, entre 2004 e 2024 a produção nacional de carne bovina cresceu mais de 240%, enquanto a área de pastagens caiu 11%, de 181 milhões para 160 milhões de hectares. O levantamento associa esse movimento ao chamado efeito poupa-terra. Também informa que o Brasil tinha 192,6 milhões de cabeças em 2024.

Para o setor, a apresentação do estudo na FAO reforça a discussão sobre rastreabilidade ambiental, acesso a mercados e competitividade da carne brasileira. O material original, porém, não detalha metodologia completa, intervalos de incerteza nem cronograma de adoção das tecnologias por região produtora.

Os resultados apresentados indicam que o avanço da produtividade e da intensificação sustentável deve permanecer no centro da agenda da pecuária de corte. A consolidação dessas projeções, no entanto, dependerá do ritmo de adoção tecnológica, da recuperação de pastagens e de políticas já previstas para o setor, conforme os dados divulgados na apresentação internacional.

Fonte: abiec.com.br

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