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Exportação do agro cresce 11,7% em abril e atinge US$ 16,65 bilhões

Exportação do agro cresce 11,7% em abril e atinge US$ 16,65 bilhões


As exportações brasileiras de produtos agropecuários somaram US$ 16,654 bilhões em abril, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O valor é recorde para o mês e supera em 11,7% o registrado em abril de 2025, quando os embarques totalizaram US$ 14,905 bilhões. No período, o agro respondeu por 48,8% das exportações totais do país.

De acordo com a nota do Mapa, o avanço foi sustentado principalmente pelo aumento de 9,5% no volume exportado, enquanto os preços médios dos produtos embarcados subiram 2,1%. A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais da pasta atribuiu parte relevante do resultado ao crescimento das vendas externas de soja em grãos, que avançaram US$ 1,11 bilhão em termos absolutos.

A soja em grãos liderou a pauta de exportações do mês, com US$ 6,97 bilhões, participação de 41,8% no total do agro e alta de 18,8% ante abril do ano passado. Na sequência, apareceram carne bovina in natura, com US$ 1,57 bilhão, café verde, com US$ 1,07 bilhão, farelo de soja, com US$ 869,87 milhões, e celulose, com US$ 854,71 milhões.

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Também integraram a lista dos principais produtos carne de frango in natura, com US$ 812,54 milhões, algodão não cardado nem penteado, com US$ 560,56 milhões, açúcar de cana em bruto, com US$ 344,79 milhões, carne suína in natura, com US$ 303,20 milhões, e óleo de soja em bruto, com US$ 234,74 milhões. Juntos, esses dez itens responderam por 81% de todo o valor exportado pelo agronegócio em abril.

Segundo o ministério, carne bovina, algodão, carne suína, bovinos vivos e café solúvel registraram recorde de valor e volume exportado no mês. Soja e farelo de soja atingiram recorde em volume, enquanto a celulose alcançou o maior valor exportado para abril.

O desempenho indica manutenção da força exportadora do agronegócio no início do segundo trimestre, com destaque para o complexo soja e proteínas animais. O ministério relaciona esse movimento à oferta elevada, especialmente na soja, cuja safra 2025/26 está estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 179,15 milhões de toneladas. A evolução dos embarques nos próximos meses dependerá do ritmo da demanda externa, dos preços internacionais e da continuidade da oferta doméstica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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