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Fed de Dallas alerta para queda no consumo de petróleo e gás se guerra persistir

Fed de Dallas alerta para queda no consumo de petróleo e gás se guerra persistir


A presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan, afirmou nesta quarta-feira (27) que o consumo mundial de petróleo e gás natural poderá precisar cair de forma mais significativa se o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz não voltar em breve aos níveis pré-guerra. A declaração foi feita durante conferência do Instituto de Estudos Monetários e Econômicos do Banco do Japão. Segundo ela, as consequências econômicas dependerão da capacidade dos usuários finais de migrar para outras fontes de energia ou elevar a eficiência no uso energético.

Na avaliação de Logan, uma interrupção prolongada no fluxo marítimo em Ormuz tende a impor ajuste adicional ao consumo global de energia. O estreito é uma rota relevante para o comércio internacional de petróleo e gás natural, o que dá peso sistêmico a eventuais restrições logísticas na região.

A dirigente do Federal Reserve (Fed) afirmou que o impacto econômico não será determinado apenas pela oferta física de energia, mas também pela resposta da demanda. Segundo ela, quanto maior a possibilidade de substituição por outras fontes ou de redução de consumo por ganho de eficiência, menor tende a ser a necessidade de corte de atividade econômica.

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Logan também disse que posições extremas para enfrentar desequilíbrios fiscais e financeiros podem se acumular por anos, tornando as economias mais vulneráveis a choques. No mesmo discurso, afirmou que as autoridades dos Estados Unidos adotaram medidas para reforçar a resiliência do mercado de Treasuries, incluindo melhorias nas ferramentas de liquidez do Fed. Ela defendeu ainda o avanço da compensação central das operações de mercado aberto e o aperfeiçoamento de instrumentos para separar apoio ao funcionamento do mercado de uma eventual acomodação monetária.

Para o agronegócio, o tema entra no radar porque petróleo e gás influenciam diesel, fertilizantes, transporte e custos logísticos das cadeias produtivas. O material disponível, porém, não informa projeções de preços, volume de redução de oferta nem estimativas de impacto sobre commodities agrícolas.

Sem dados adicionais sobre duração do conflito, normalização do fluxo em Ormuz e reação dos preços internacionais, o cenário segue dependente da evolução geopolítica e da capacidade de ajuste do mercado global de energia. Para produtores e agentes das cadeias agroindustriais, o monitoramento de combustíveis, frete e insumos deve continuar no centro da análise técnica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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