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FPA critica cobertura sobre a Ferrogrão e cobra mais contexto técnico

FPA critica cobertura sobre a Ferrogrão e cobra mais contexto técnico


A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou, nesta sexta-feira (22), a abordagem de reportagens sobre obras de infraestrutura na Amazônia, com foco na Ferrogrão, ferrovia projetada para ligar Sinop (MT) a Miritituba, em Itaituba (PA). Segundo a entidade, a cobertura financiada pela Rainforest Foundation Norway (RFN), organização sediada em Oslo, omite parte dos estudos técnicos e dos efeitos logísticos e ambientais associados ao empreendimento.

A Ferrogrão é um dos principais projetos de logística voltados ao escoamento de grãos do Centro-Oeste pelo Arco Norte. No traçado previsto, a ferrovia acompanha em grande parte o eixo da BR-163, corredor já consolidado para o transporte rodoviário de cargas. De acordo com o conteúdo apresentado pela FPA, esse ponto não teria sido devidamente contextualizado nas reportagens patrocinadas pela ONG norueguesa.

A frente parlamentar afirma que o debate sobre impactos em áreas preservadas e em comunidades indígenas precisa considerar estudos que indicam mudança na matriz de transporte, com migração de parte da carga das rodovias para os trilhos. Entre os dados citados está a estimativa de redução de 3,4 milhões de toneladas de emissões de carbono por ano, além de menor fluxo de caminhões na BR-163, com possível efeito sobre segurança viária e custo de frete.

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Outro argumento apresentado é que não há, segundo os estudos mencionados no material encaminhado pela FPA, previsão de abertura de novas estradas vicinais vinculadas ao projeto, nem terminais de carga em áreas de vegetação nativa. A entidade também sustenta que parte relevante da pressão territorial na região já está associada à infraestrutura rodoviária existente.

A Rainforest Foundation Norway informa atuar na proteção de florestas tropicais e na defesa de povos indígenas. Segundo dados citados no conteúdo, a organização teve receitas de cerca de R$ 175 milhões em 2024. O posicionamento da Folha de S.Paulo e da RFN sobre as críticas não foi apresentado no material fornecido.

O debate em torno da Ferrogrão segue concentrado em licenciamento, traçado, impacto socioambiental e eficiência logística. Sem a íntegra dos estudos e das manifestações das demais partes citadas, não há base suficiente para avançar além das informações e dos argumentos apresentados publicamente até o momento.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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