O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (25) que a política monetária vem funcionando e colocando o crescimento da economia brasileira em patamar mais próximo do potencial. A declaração foi feita durante coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025. Segundo ele, indicadores cíclicos vêm mostrando suavização em um ambiente de juros mais contracionistas.
Na avaliação de Galípolo, a taxa de juros em nível restritivo tem contribuído para moderar o ritmo da atividade. “Ela vem botando o crescimento em um patamar mais próximo, por exemplo, do nível que a gente entende que é o potencial de crescimento da economia brasileira”, disse. Ele acrescentou que o Banco Central observa “vários indicadores, como a gente chama aqui, cíclicos, suavizando ao longo desse período”.
As declarações ocorreram em entrevista sobre o Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre de 2025. No material apresentado, o trecho informado não detalha números de crescimento, inflação ou crédito associados à fala do presidente do Banco Central. Também não foram informadas, no conteúdo disponível, novas sinalizações objetivas sobre o próximo passo do Comitê de Política Monetária (Copom).
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Galípolo ponderou, porém, que as projeções de curto prazo estão sujeitas a distorções causadas por choques de oferta. Ele citou dois fatores: o conflito no Irã e um segundo choque associado ao El Niño. Em termos econômicos, choques dessa natureza podem alterar preços de energia, alimentos, logística e insumos, a depender da intensidade e da duração.
Para o setor agropecuário, a leitura sobre juros e choques de oferta é acompanhada de perto porque influencia o custo do crédito, a formação de preços e as condições de comercialização. Eventos climáticos, como o El Niño, também podem afetar produtividade, calendário de plantio e oferta de produtos, com reflexos sobre inflação e renda no campo. No entanto, o presidente do Banco Central não apresentou, na fala reportada, estimativas específicas para esses impactos sobre o agronegócio.
O quadro descrito pelo Banco Central indica continuidade do monitoramento sobre atividade e choques de oferta no curto prazo. Sem novas projeções numéricas detalhadas no conteúdo disponível, a extensão dos efeitos sobre juros, crédito e cadeias produtivas dependerá das próximas comunicações da autoridade monetária e da evolução do cenário externo e climático.
Fonte: Estadão Conteúdo
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