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IBC-Br cresce 1,29% no 1º trimestre de 2026, diz Banco Central

IBC-Br cresce 1,29% no 1º trimestre de 2026, diz Banco Central


A economia brasileira cresceu 1,29% no primeiro trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta segunda-feira (18). O resultado veio acima da alta de 0,36% registrada no quarto trimestre de 2025, em dados revisados. No recorte setorial, a agropecuária avançou 1,04% na margem, mas caiu 0,53% na comparação com o mesmo período de 2025, na série sem ajuste sazonal.

Os dados do Banco Central (BC) mostram aceleração da atividade no início de 2026, com avanço também nos demais segmentos. No trimestre, o IBC-Br da indústria cresceu 1,30%, após recuo de 0,31% no fim de 2025. O índice de serviços subiu 1,02%, depois de alta de 0,47%. O indicador de impostos avançou 1,59%, frente a 0,33% no trimestre anterior.

Sem a agropecuária, o IBC-Br cresceu 1,23% entre janeiro e março, acima dos 0,24% observados entre outubro e dezembro. O dado indica que a retomada da economia no período não ficou concentrada apenas no campo, embora o setor siga com peso relevante no nível de atividade.

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Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, sem ajuste sazonal, o IBC-Br total avançou 1,41%. Nesse recorte, os serviços cresceram 2,38%, a indústria subiu 0,28% e os impostos aumentaram 0,91%. Já o indicador específico da agropecuária recuou 0,53%, sinalizando perda de ritmo em relação à base de comparação mais forte do ano anterior.

No acumulado de 12 meses até março, o IBC-Br teve alta de 1,81%, abaixo dos 1,90% até fevereiro. Na agropecuária, o avanço desacelerou de 9,68% para 5,79%. Para o setor rural, o conjunto dos dados sugere manutenção de crescimento econômico, mas com ambiente ainda influenciado por juros elevados e menor expansão do crédito.

Na ata da reunião de abril, publicada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 5 de maio, o Banco Central informou que a economia deve se recuperar nos primeiros meses de 2026, embora a tendência ainda seja de crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) no ano. O colegiado reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,50% ao ano, e indicou que os efeitos da política monetária restritiva ainda atingem a demanda e o crédito. Para produtores e agroindústrias, os próximos dados de PIB e financiamento serão determinantes para medir a continuidade desse ritmo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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