O mercado físico do boi gordo permanece firme nesta terça-feira (3), com reajustes em diferentes praças e expectativa de novas valorizações no curto prazo.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta restrita de animais terminados e as escalas de abate, em geral concentradas entre cinco e seis dias úteis, mantêm os frigoríficos ativos na compra de boiadas e sugerem continuidade desse movimento no curtíssimo prazo.
“A expectativa de demanda mais aquecida no último bimestre, tanto no mercado doméstico como nas exportações, reforça a sustentação dos preços. A perspectiva de retomada das vendas para a China estimula a movimentação antecipada da indústria para produzir, formar estoques e organizar embarques.”
Iglesias destaca que a gestão da cota chinesa segue no radar e pode limitar movimentos mais agressivos de compra ao distribuir os volumes ao longo do período. “Sem gestão, a concentração dos embarques tende a ampliar a urgência das aquisições.”
O analista completa dizendo que, no mercado interno, o 13º salário e as festividades de fim de ano oferecem suporte sazonal ao consumo, embora a menor competitividade da carne bovina diante do frango e dos cortes suínos permaneça como fator limitante.
Preços médios da arroba do boi
- São Paulo: R$ 391,75
- Goiás: R$ 376,25
- Minas Gerais: R$ 385,29
- Mato Grosso do Sul: R$ 382,61
- Mato Grosso: R$ 367,64
Mercado atacadista
O mercado atacadista de carne bovina apresenta preços sustentados neste início de semana.
- Quarto dianteiro: permanece a R$ 22,50 por quilo
- Quarto traseiro: se mantém a R$ 29,50 por quilo
- Ponta de agulha: continua a R$ 21,00 por quilo
“A expectativa de entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena de novembro tende a favorecer a reposição entre atacado e varejo, oferecendo suporte às negociações no curto prazo”, contextualiza o analista.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,70%, negociado a R$ 5,4862 para venda e a R$ 5,4842 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4687 e a máxima de R$ 5,5152.


















