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Ministro cita novos leilões portuários e concessão da Hidrovia do Paraguai

Ministro cita novos leilões portuários e concessão da Hidrovia do Paraguai


O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou neste sábado (23), durante fórum realizado no Guarujá (SP), que a pasta prevê realizar novos leilões no setor portuário em 2026 e avançar na concessão da Hidrovia do Paraguai. Segundo ele, a agenda faz parte da estratégia de expansão da infraestrutura logística do país. O evento reuniu representantes do poder público, da iniciativa privada e do terceiro setor para discutir desenvolvimento e competitividade.

No painel sobre portos e hidrovias, Franca declarou que o Ministério de Portos e Aeroportos trabalha com uma carteira de leilões para ampliar a capacidade da infraestrutura nacional. De acordo com a fala do ministro, três leilões portuários já foram realizados neste ano e outros 13 estão previstos. No material de divulgação do evento, porém, também aparece a referência a uma faixa de 13 a 15 leilões em 2026, sem detalhamento adicional sobre a diferença.

O ministro também citou a concessão da Hidrovia do Paraguai, apresentada como a primeira iniciativa do tipo no setor hidroviário. A hidrovia é uma rota relevante para o transporte de cargas de baixo custo por longas distâncias, com potencial de ampliar alternativas logísticas para produtos agropecuários e insumos, especialmente em regiões com integração aos corredores de exportação.

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Dados informados pelos ministérios de Portos e Aeroportos e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que os complexos portuários brasileiros respondem por cerca de 95% das exportações e importações do país. Para o agronegócio, esse dado é central porque o desempenho dos portos afeta o fluxo de soja, milho, açúcar, carnes, fertilizantes e combustíveis, além de custos de armazenagem, frete e tempo de embarque.

No mesmo encontro, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode abrir mercado adicional para o Brasil. Segundo ele, com base em estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as exportações brasileiras podem crescer 17% nos próximos 15 anos. O material divulgado, no entanto, não detalha quais cadeias produtivas seriam mais beneficiadas nem os prazos operacionais das concessões mencionadas.

A ampliação de leilões portuários e o avanço de concessões hidroviárias tendem a permanecer no centro da agenda logística em 2026. Para o setor agropecuário, o efeito prático dependerá da execução dos projetos, dos cronogramas de investimento, da segurança regulatória e da capacidade de reduzir custos no transporte até os portos. Até o momento, o governo não apresentou no material divulgado os editais completos nem estimativas consolidadas de impacto por cadeia produtiva.

Fonte: gov.br

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