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MME aprova plano de testes para diesel com biodiesel entre 15% e 25%

MME aprova plano de testes para diesel com biodiesel entre 15% e 25%


O Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou, nesta quarta-feira (20), o plano de testes para avaliar a viabilidade do uso de óleo diesel com teores de biodiesel superiores a 15% e de até 25% na mistura. A medida foi formalizada por portaria e, segundo o próprio ministério, não muda de forma imediata o cronograma de adição obrigatória previsto em lei. O objetivo é reunir evidências técnicas sobre desempenho, segurança operacional e adequação do combustível em diferentes aplicações.

De acordo com a portaria, a primeira fase dos testes vai analisar misturas com teor superior a 15% e até 20%. Na sequência, a segunda etapa avaliará percentuais acima de 20% e até 25%. O texto também estabelece prioridade para a fase inicial, em razão da relação com o cronograma de elevação do teor de biodiesel previsto na legislação vigente.

O plano prevê a verificação da infraestrutura laboratorial necessária para os ensaios, além da disponibilidade de veículos, motores, máquinas, componentes, combustíveis e outros recursos técnicos. Após essa etapa, o MME deverá publicar, até 30 de novembro de 2026, uma versão atualizada do cronograma de execução do plano.

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Segundo informações já divulgadas pela Broadcast, o governo federal trabalha com a possibilidade de elevar a mistura obrigatória para 16% ainda em 2026, em cenário considerado otimista por fontes técnicas do Executivo. Essa perspectiva, no entanto, depende do avanço dos testes e da validação das condições operacionais.

Para o setor agropecuário, a discussão tem relação direta com a cadeia do biodiesel, que utiliza matérias-primas de origem agroindustrial, com destaque para o óleo de soja. Eventuais mudanças no teor da mistura podem influenciar a demanda por insumos, o processamento industrial e o planejamento de usinas e fornecedores. No campo, o tema também interessa por envolver o custo e o desempenho do combustível usado em máquinas e equipamentos, embora a portaria ainda não apresente resultados técnicos conclusivos sobre esses efeitos.

A próxima referência formal do processo será a atualização do cronograma pelo MME até novembro de 2026. Até lá, a evolução da mistura acima de 15% dependerá dos testes previstos na portaria e da comprovação técnica sobre segurança, desempenho e viabilidade operacional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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