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O que fazer ao identificar focos de cigarrinha-do-milho na lavoura?

O que fazer ao identificar focos de cigarrinha-do-milho na lavoura?


Foto: Divulgação.

O produtor Denílson Almeida Dias, do município de Montes Claros (MG), relatou estar enfrentando uma severa infestação da cigarrinha verde, tecnicamente conhecida como cigarrinha-do-milho. Ele manifestou forte preocupação com os danos que a praga, que já ameaça seu milho safrinha, poderia causar também em suas áreas de pastagens.

Em um episódio do quadro “Giro do Boi Responde”, no Giro do Boi, o engenheiro agrônomo Wagner Pires, embaixador de conteúdos sobre pastagens do programa, trouxe esclarecimentos sobre o assunto. Pires informou que a cigarrinha-do-milho não causa estragos nas pastagens, garantindo que o capim está totalmente seguro. O especialista ressaltou que o pecuarista deve concentrar 100% do controle químico na lavoura de milho para evitar o complexo de enfezamento antes que a produtividade de grãos seja comprometida.

Confira:

Comportamento do inseto e manejo

Wagner Pires desmistificou o comportamento do inseto no sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Ele explicou que o foco da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é exclusivamente a cultura do milho. Apesar de o produtor observar o inseto voando nas proximidades, a praga não se alimenta de braquiárias ou panicuns, não causando danos econômicos nessas pastagens.

Portanto, o fazendeiro não deve investir em inseticidas ou manejos químicos nas pastagens. A defesa deve ser totalmente direcionada à lavoura de grãos, evitando contaminações desnecessárias no pasto do gado. “Se no pasto ela é inofensiva, na lavoura de milho a cigarrinha verde é uma das pragas mais temidas da agricultura brasileira”, afirmou Pires.

Impacto fitossanitário e recomendações

O dano principal da cigarrinha não ocorre pela sucção de seiva, mas sim pelo seu papel como vetor biológico do complexo de enfezamentos e de vírus, como o do raiado fino. Milho infectado sofre com encurtamento de entrenós, proliferação de espigas pequenas e sem grãos, além do enfraquecimento do colmo, que pode levar ao acamamento e comprometer a produtividade da safrinha.

Para controlar a população de vetores e interromper a transmissão de doenças, o engenheiro agrônomo recomendou um protocolo seletivo de alta performance. O inseticida indicado é o Zeus, que combina duas moléculas: Dinotefuran, um neonicotinóide com efeito sistêmico, e Lambda cialotrina, que proporciona efeito de choque e derrubada imediata do inseto.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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