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Pecuária vê avanço histórico com nova regra da reserva legal no Amapá

Pecuária vê avanço histórico com nova regra da reserva legal no Amapá

Alessandra Xavier, secretária-geral da Associação dos Criadores do Amapá (ACRIAP) no prédio da ALAP | Foto: Breno Barbosa
Por Cleber Barbosa, da Redação

A aprovação da lei que reduz para 50% o percentual de reserva legal nas propriedades rurais do Amapá também foi comemorada pelo setor pecuarista. A presidente da ACRIAP, Alessandra Xavier, destacou que a medida representa um novo momento para o agronegócio local.

Segundo ela, a mudança consolida um avanço esperado há anos pelos produtores e reforça a importância da pecuária dentro da economia estadual. “É um crescimento, é um avanço que o Amapá está fazendo parte agora. O agro é desenvolvimento, é economia gerada para o nosso estado”, afirmou.

A dirigente fez questão de reconhecer a atuação do deputado Jesus Pontes na condução da pauta. Para Alessandra, o parlamentar tem acompanhado o setor desde o início do mandato e se tornou uma referência para quem atua no campo.

A nova regra tem como base o que prevê o Código Florestal Brasileiro, que permite a estados com elevado índice de preservação ambiental reduzirem o percentual de reserva legal, desde que cumpridas exigências técnicas e legais. No caso do Amapá, mais de 70% do território permanece protegido por unidades de conservação e outras áreas legalmente preservadas.

Com a alteração, a expectativa é ampliar em até 100 mil hectares a área produtiva no estado. Para a pecuária, isso significa mais espaço para expansão gradual dos rebanhos, aumento da produção de carne e fortalecimento da cadeia produtiva ligada ao campo.

Alessandra ressalta que o impacto atinge principalmente pequenos e médios produtores, que trabalham com áreas reduzidas e precisam de segurança jurídica para investir. “A pecuária no Amapá é feita, em grande parte, em áreas menores. Esse avanço beneficia diretamente quem está produzindo e precisa de estabilidade para crescer”, explicou.

Agronegócio

A presidente da ACRIAP também defendeu que o desenvolvimento do agro deve caminhar junto com sustentabilidade. “O povo do Amapá precisa do crescimento do agro, precisa ter sustentabilidade própria. É isso que defendemos e buscamos.”

Com a sanção e publicação da lei, o setor pecuarista aposta em um novo ciclo de expansão, geração de empregos e aumento da arrecadação estadual, consolidando o agro como um dos pilares do desenvolvimento econômico do Amapá.

 

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