Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (18), em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e às incertezas sobre uma reabertura rápida do Estreito de Ormuz. O movimento refletiu preocupação com a oferta global de energia, mesmo após relatos de possível flexibilização temporária de sanções ao petróleo iraniano durante as tratativas.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho encerrou o dia em alta de 3,33%, com avanço de US$ 3,36, a US$ 104,38 por barril. Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para o mesmo mês subiu 2,6%, ou US$ 2,84, a US$ 112,10 por barril.
Ao longo do pregão, os contratos reduziram parte dos ganhos e oscilaram com volatilidade após notícias de que Washington poderia suspender temporariamente sanções petrolíferas ao Irã durante as negociações. Também houve alívio parcial com relatos de que Teerã busca uma trégua mais prolongada e aceita discutir a transferência de urânio enriquecido para a Rússia.
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Apesar disso, os preços voltaram a subir diante da avaliação de que não há perspectiva clara para normalizar os fluxos de energia na região. Em entrevista ao New York Post, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não está aberto a “quaisquer concessões” ao Irã.
A consultoria Ritterbusch & Associates avaliou que as cotações ainda incorporam apenas parte das perdas potenciais de oferta e afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz permanece incerta. O ING, por sua vez, destacou a ausência de avanços concretos após reunião entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping. Já o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Faith Birol, alertou para o esgotamento da oferta global e disse que a liberação de reservas estratégicas tem limite.
Para o agronegócio, a alta do petróleo é um sinal de atenção porque o petróleo serve de referência para combustíveis e custos logísticos. Sem repasse definido neste momento, o movimento amplia a vigilância sobre diesel, frete e despesas operacionais das cadeias produtivas.
O comportamento do petróleo seguirá condicionado à evolução das negociações no Oriente Médio e à situação do Estreito de Ormuz. Até esta segunda-feira (18), os dados disponíveis indicavam um mercado sensível ao risco geopolítico, sem base técnica para apontar normalização rápida da oferta.
Fonte: Estadão Conteúdo
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