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Por que a fertilidade do solo faz diferença na produção do pasto na seca? Especialista responde

Por que a fertilidade do solo faz diferença na produção do pasto na seca? Especialista responde


Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A relação entre a fertilidade do solo e a capacidade de suporte das pastagens durante os meses de escassez hídrica é direta e proporcional. Respondendo à dúvida do produtor Julio Vitorino, de Campo Mourão (PR), durante o quadro “Giro do Boi Responde”, no Giro do Boi, o engenheiro agrônomo Marcius Gracco detalhou a importância do equilíbrio nutricional do solo.

O especialista ressaltou que a presença de minerais chave como o fósforo, além do cálcio e do magnésio, é o fator determinante para garantir a sobrevivência e a produtividade do capim no período de estiagem. De acordo com Gracco, em sistemas de sequeiro, cerca de setenta a oitenta por cento do volume total de massa forrageira da fazenda é produzido na época das chuvas e do calor.

Confira:

Importância da fertilidade do solo

Os 20 a 30% restantes são gerados durante a estação seca e fria. Por essa razão, quanto maior for a produção de matéria seca obtida no período chuvoso — resultado de um solo bem corrigido —, maior e mais proporcional será a sobra e a rebrota de forragem nos meses de estiagem.

O grande segredo para manter o pasto verde e produtivo na seca reside na profundidade e no vigor do sistema radicular da gramínea. O desenvolvimento das raízes é estimulado diretamente pela ação conjunta do fósforo, do cálcio e do magnésio.

Efeito da calagem e gessagem

A calagem e a gessagem condicionam o solo e carregam nutrientes para o perfil mais profundo, enquanto o fósforo atua no enraizamento, permitindo que a planta busque a umidade residual retida nas camadas inferiores da terra, mesmo diante da escassez de precipitações. Uma pastagem mantida em solo fértil e corrigido responde com volumes expressivos de massa foliar em todas as estações do ano.

O planejamento nutricional bem executado altera significativamente o teto produtivo da propriedade rural. A correção do solo com calcário e gesso, aliada à adubação com fósforo, potássio e micronutrientes, não serve apenas para produzir capim no verão, mas também como uma estratégia de reserva biológica que prepara o sistema radicular para resistir ao estresse hídrico.

Benefícios da pastagem nutrida

O investimento na fertilidade do solo garante a estabilidade do ecossistema ao longo de todo o ciclo produtivo. A pastagem nutrida adequadamente atravessa os meses mais frios e secos mantendo a cobertura do solo, evitando a invasão de daninhas e garantindo o suporte necessário para a pecuária de corte e leite.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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