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Santa Catarina decreta alerta climático preventivo por risco de El Niño

Santa Catarina decreta alerta climático preventivo por risco de El Niño


O governo de Santa Catarina decretou nesta segunda-feira (18) estado de alerta climático por 180 dias em caráter preventivo, diante da probabilidade superior a 80% de formação do El Niño a partir de julho. A medida não configura situação de emergência nem calamidade pública, mas autoriza ações antecipadas de monitoramento, prevenção e resposta rápida para episódios de chuva intensa, alagamentos e deslizamentos. O decreto tem vigência até novembro e pode ser prorrogado.

Segundo o governo estadual, o objetivo é mobilizar órgãos públicos antes do período de maior risco. O decreto prevê investimento em monitoramento, capacitação e modernização de barragens, além de permitir o uso de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) em medidas preventivas e operacionais.

O texto também define critérios para que municípios possam declarar situação de emergência. Entre eles estão precipitação superior a 80 milímetros em 24 horas, desabrigamento de famílias, interrupção de serviços essenciais, ocorrência de deslizamentos e emissão de alertas laranja ou vermelho pela Defesa Civil estadual.

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A base técnica para a decisão considera estudos nacionais e do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos, que indicam chance acima de 80% de ocorrência do El Niño já em julho. No começo de maio, a condição observada no Pacífico tropical ainda era de neutralidade, mas a projeção aponta aquecimento superior a 0,5 grau Celsius a partir do segundo semestre. A maior intensidade do fenômeno é esperada entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) também apontou possibilidade de um novo episódio do fenômeno ao longo de 2026, com atuação mais provável na primavera deste ano e no verão de 2027. Para o Rio Grande do Sul, o órgão indicou tendência de chuvas acima da média e temperaturas superiores ao padrão em determinados períodos.

Para o setor agropecuário, o alerta tem relevância porque excesso de chuva pode comprometer operações de campo, manejo de solo, transporte e armazenagem. Instituições ligadas aos ministérios da Agricultura e Pecuária e da Ciência, Tecnologia e Inovação vêm indicando risco de instabilidade produtiva para culturas como arroz, feijão e milho, embora o alcance regional e a intensidade dos efeitos ainda dependam da evolução do fenômeno.

O histórico de enchentes em Santa Catarina nos anos de 1983 e 2023 reforça o monitoramento antecipado. No momento, a orientação técnica disponível é acompanhar a atualização dos modelos climáticos e dos alertas oficiais, já que a distribuição das chuvas e os efeitos sobre lavouras e infraestrutura rural ainda dependerão da consolidação do El Niño nos próximos meses.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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