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São Paulo anuncia projeto-piloto de captura de carbono para o setor sucroenergético

São Paulo anuncia projeto-piloto de captura de carbono para o setor sucroenergético


O Estado de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira (11), a criação de um projeto-piloto de captura e armazenamento de carbono biogênico voltado ao setor sucroenergético, com foco sobretudo na cana-de-açúcar. A iniciativa foi formalizada na quarta-feira (10) por meio de parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Epusp).

Segundo nota da Semil, o novo Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico vai desenvolver pesquisas e tecnologias para capturar o dióxido de carbono (CO2) gerado na produção de bioenergia a partir da cana-de-açúcar e armazená-lo de forma permanente.

De acordo com o material divulgado, a proposta do projeto é contribuir para a remoção de gases de efeito estufa da atmosfera, gerar créditos de carbono e apoiar a descarbonização da economia. A iniciativa também integra a estratégia climática do Estado de São Paulo.

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Ainda segundo o governo paulista, o setor sucroenergético é considerado um dos mais promissores para a aplicação da tecnologia BECCS, sigla em inglês para captura e armazenamento de carbono biogênico, por combinar produção de energia renovável com potencial de remoção líquida de emissões.

No recorte setorial, o anúncio tem relação direta com a cadeia da cana-de-açúcar, por tratar do aproveitamento do CO2 gerado na produção de bioenergia. O texto original, porém, não detalha quais unidades produtivas participarão do projeto, nem informa metas, prazos, volume de investimento, capacidade de captura ou regiões específicas de implantação.

A nota também não apresenta estimativa de geração de créditos de carbono, custo da tecnologia ou impactos operacionais para usinas e produtores ligados à cadeia sucroenergética.

O anúncio oficial posiciona o projeto dentro da estratégia climática paulista e do desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono para a cana. O material divulgado, no entanto, não informa cronograma, escala de implementação nem efeitos diretos esperados para produtores e usinas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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