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Secretaria de Hidrovias apresenta balanço com alta no transporte aquaviário

Secretaria de Hidrovias apresenta balanço com alta no transporte aquaviário


O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou, nesta quinta-feira (21), em Brasília, um balanço dos dois primeiros anos da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação. Segundo os dados divulgados no evento, o transporte hidroviário cresceu 12,4% no período, com movimentação de 145 milhões de toneladas em vias interiores em 2025 e 223 milhões de toneladas na cabotagem.

De acordo com as informações oficiais, os investimentos em infraestrutura hidroviária passaram de R$ 716 milhões entre 2019 e 2022 para R$ 1,5 bilhão entre 2023 e 2026. Para 2026, a Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê mais de R$ 540 milhões para o setor, com recursos destinados a dragagem nos rios Amazonas, Madeira e Solimões, além da operação e manutenção de eclusas.

Entre os projetos citados estão as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins, no Pará, e de Nova Avanhandava, no rio Tietê, em São Paulo. O ministério também informou investimento previsto de R$ 876 milhões para a ampliação do Terminal Hidroviário de Manaus.

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A agenda da secretaria inclui ainda concessões hidroviárias nos rios Paraguai, Madeira, Tocantins e Tapajós, além da Lagoa Mirim, com leilões previstos para o primeiro semestre de 2027. O material divulgado pelo ministério afirma que os projetos buscam ampliar a navegabilidade e reduzir custos operacionais, mas não detalha, no balanço apresentado, estimativas por corredor logístico ou por cadeia produtiva.

Na cabotagem, o programa BR do Mar, regulamentado em 2025, registrou cinco novas empresas e 15 novas embarcações em operação, segundo o ministério. Já o Fundo da Marinha Mercante aprovou R$ 88,1 bilhões entre 2023 e 2026, ante R$ 22,8 bilhões entre 2019 e 2022. Os contratos firmados passaram de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,3 bilhões no mesmo intervalo.

Para o agronegócio, o avanço da navegação interior tem relevância logística porque hidrovias como Tocantins, Madeira, Tapajós e Paraguai integram rotas de escoamento de grãos, fertilizantes e outras cargas. No entanto, o balanço divulgado não apresentou recortes específicos sobre efeito direto nos custos do transporte agropecuário.

Os dados oficiais indicam expansão da infraestrutura e da movimentação aquaviária, mas os impactos sobre frete, competitividade regional e capacidade de escoamento de produtos agropecuários dependerão da execução das obras, do cronograma das concessões e do detalhamento operacional de cada corredor.

Fonte: gov.br

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