USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Senado deve votar nesta quarta projeto de renegociação de dividas rurais; entenda o que está em jogo

Senado deve votar nesta quarta projeto de renegociação de dividas rurais; entenda o que está em jogo


Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária Foto: Jonas Pereirao/Agência Senado

O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira (10) o projeto de lei que cria uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais. O texto prevê juros reduzidos, prazo de até 10 anos para pagamento e possibilidade de uso do crédito para quitar operações contratadas até o fim de 2025.

A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ganhou força após pressão de produtores afetados por sucessivas perdas climáticas e pelo aumento dos custos de produção nos últimos anos. O projeto também passou a incluir produtores impactados por efeitos econômicos de conflitos geopolíticos internacionais.

Relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), o PL 5.122/2023 autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de outros fundos públicos para financiar a renegociação das dívidas.

O texto prevê que produtores rurais poderão contratar uma nova linha de crédito para quitar débitos de crédito rural, empréstimos bancários e Cédulas de Produto Rural (CPRs), renegociadas ou não, desde que tenham sido contratadas até 31 de dezembro de 2025.

As dívidas serão recalculadas sem aplicação de multa, juros de mora ou outros encargos por inadimplência.

Entenda o impacto para os produtores
Na prática, o projeto cria uma espécie de “refinanciamento rural” com juros abaixo dos praticados atualmente no mercado e prazo mais longo para pagamento, o que pode aliviar o fluxo de caixa de produtores em dificuldade financeira.

As taxas variam conforme o porte do produtor:

  • 3,5% ao ano para agricultores familiares e pequenos produtores enquadrados no Pronaf;
  • 5,5% ao ano para médios produtores ligados ao Pronamp;
  • 7,5% ao ano para os demais produtores.

Além dos juros reduzidos, os financiamentos poderão ter prazo de até 10 anos para pagamento, com até três anos de carência, dependendo da operação.

Outro ponto considerado estratégico pelo setor é a suspensão temporária das cobranças. O projeto autoriza as instituições financeiras a prorrogarem por 180 dias parcelas vencidas das operações incluídas no programa. Durante esse período, ficam suspensas cobranças judiciais e extrajudiciais, execuções fiscais e inscrições em cadastros de inadimplência.

Quem poderá acessar a renegociação
O projeto estabelece critérios para acesso ao benefício. Entre eles, o produtor deverá comprovar perdas recorrentes por eventos climáticos ou impactos econômicos severos.

Poderão acessar a linha especial produtores, cooperativas, associações e condomínios rurais que:

  • tenham registrado perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda agropecuária esperada;
  • estejam localizados em municípios com decretação de emergência ou calamidade pública;
  • comprovem dificuldade financeira causada por eventos climáticos extremos ou aumento de custos relacionados ao cenário internacional.

Para produtores localizados na área da Sudene, o período de análise será ampliado e considerará perdas registradas desde 2012.

Projeto amplia fontes de recursos
Além do Fundo Social do Pré-Sal, o texto também autoriza o uso de recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), Fundo Constitucional do Norte (FNO) e do Funcafé para viabilizar as renegociações.

Segundo o relator, a medida busca dar uma resposta ao avanço dos eventos climáticos extremos e ao aumento do endividamento no campo.

A proposta recebeu 54 emendas durante a tramitação no Senado. Entre as mudanças incorporadas ao relatório está a ampliação do prazo das dívidas contempladas até dezembro de 2025 e a autorização para a União reforçar o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), reduzindo o risco das operações para instituições financeiras.

O post Senado deve votar nesta quarta projeto de renegociação de dividas rurais; entenda o que está em jogo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Pneumonia bovina: doença reduz ganho de peso e provoca perdas no confinamento; veja como prevenir

Foto: Divulgação. A pneumonia bovina, ou Doença Respiratória Bovina (DRB), consolidou-se como a principal causa de adoecimento e morte nos confinamentos brasileiros, com incidência de setenta a noventa por cento dos acometimentos de saúde registrados. Os médicos-veterinários Everton Andrade, especialista corporativo de bem-estar animal da JBS Friboi, e Dr. Eurionei Antônio Garcia da Veiga Jardim, doutor em ciência animal, discutiram o tema em entrevista ao Giro do Boi. O surgimento da pneumonia resulta de uma interação multifatorial que envolve o ambiente, o estresse do lote e a ação conjunta de vírus e bactérias oportunistas. Fatores como transporte rodoviário de longa distância, oscilações térmicas acentuadas, excesso

Candidatos à Presidência em 2026: veja a lista completa e o calendário eleitoral

Imagem gerada por IA para o Canal Rural Faltando menos de um mês para o primeiro turno das eleições de 2026, a corrida pela Presidência da República entra em uma fase decisiva, com a definição dos nomes que estarão oficialmente na disputa. Até o momento, 11 candidatos foram registrados pelos partidos políticos na Justiça Eleitoral. O prazo para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto. A partir de 16 de agosto, começa oficialmente o período de propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão será exibido entre 28 de agosto e 1º de outubro,

Boi gordo: escalas curtas e comportamento mais agressivo do comprador puxam preços

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT O mercado físico de boi gordo apresentou preços aquecidos ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do Brasil. Em São Paulo, o preço da arroba chegou a cerca de R$ 355 na última quarta-feira (5), na modalidade à prazo. Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o encurtamento das escalas de abate na maioria das regiões justificou um comportamento mais agressivo na compra de gado por parte da indústria frigorífica, puxando os preços. O ambiente de negócios ainda sugere por elevação dos preços no curtíssimo prazo, considerando a baixa disponibilidade de gado para o

Pecuária reúne eventos sobre genética, manejo e inovação na próxima semana; veja a programação

Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará A semana será marcada por uma série de eventos voltados à pecuária de corte em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A programação reúne encontros sobre genética bovina, manejo, reprodução, melhoramento genético e gestão da produção, com participação de produtores rurais, pesquisadores, técnicos e empresas do setor. Confira alguns deles: Showcase Beef Brasil abre programação em Uberaba O primeiro evento será o Showcase Beef Brasil, que começa no domingo (9) e vai até o dia 14 de agosto, na sede da Alta Genetics do Brasil, em Uberaba (MG). A programação inclui palestras, apresentações técnicas e debates

Vacas, novilhas ou machos? Veja qual categoria exige mais atenção na estiagem

Vacas e novilhas com bezerros ao pé em área de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi A chegada do período seco reduz drasticamente o valor nutritivo e a digestibilidade das pastagens, tornando o planejamento alimentar do rebanho uma medida indispensável. O zootecnista e consultor em pecuária Luis Kodel detalhou como priorizar o fornecimento de insumos durante a seca em resposta ao pecuarista Victor Machado, de Itumbiara (GO), no programa Giro do Boi. O produtor buscou entender qual das três categorias mantidas em sua fazenda — vacas Gir, novilhas Nelore e garrotes — demanda maior aporte e cuidado no cocho. Segundo Kodel, a

‘Não é neste ano que vamos comer picanha barata’, diz analista sobre mercado da carne

Foto: De Bem com a Comida/reprodução A pecuária brasileira entra no segundo semestre de 2026 diante de um cenário marcado por restrições comerciais, novas exigências sanitárias e pressão sobre o consumo interno. Para Fernando Iglesias, coordenador de inteligência de mercado da Safras & Mercado, a combinação desses fatores deve manter a carne bovina em um patamar elevado de preços. “Não é esse ano que nós vamos comer picanha barata, não é em 2026 e também não é em 2027 pela questão do ciclo pecuário”, afirmou o analista durante entrevista ao Radar Rural, do Canal Rural. Segundo Iglesias, a carne bovina deve continuar ocupando um espaço

Boi gordo: dia fecha com poucos negócios; veja como ficaram os preços da arroba

Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo O mercado físico do boi gordo apresentou fluxo de negócios inexpressivo no decorrer desta sexta-feira (7). No geral, os frigoríficos ainda encontram alguma dificuldade na composição de suas escalas de abate. Indústrias de maior porte, que ofertaram férias coletivas recentemente têm conseguido organizar as escalas de outras unidades próximas; no entanto, o quadro geral ainda aponta para limitação de oferta. Mais uma vez é válido mencionar que a evolução das escalas de abate e o ritmo de exportação divulgado semanalmente são variáveis importantes para interpretar os movimentos no curtíssimo prazo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado

Vacas que combatem fogo? Conheça a raça que virou aliada na prevenção de incêndios

Foto: reprodução redes sociais/Susana Roldão De acordo com uma reportagem publicada pelo G1, uma raça bovina que esteve próxima do desaparecimento está voltando a ocupar as áreas rurais da Espanha com a função de auxiliar na prevenção de incêndios florestais. Na região da Galícia, no noroeste do país, agricultores voltaram a criar vacas da raça cachena, que se alimenta da vegetação rasteira e de arbustos que podem servir de combustível para a propagação do fogo. Ao se alimentarem da vegetação, os animais ajudam a evitar a propagação do fogo. Segundo a reportagem, o retorno da raça Cachena está ligado à expansão de plantações de pinheiros

Tomate entra na lista do PGPAF com bônus válidos entre 10 de agosto e 9 de setembro

O tomate passou a integrar, em agosto, a relação de produtos contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os bônus de desconto valem a partir da próxima segunda-feira (10) até 9 de setembro. A medida beneficia agricultores familiares da Bahia e do Piauí que cultivam a hortaliça e faz parte da Portaria SAF/MDA nº 372, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (7). A lista mensal do PGPAF reúne 19 produtos com direito a bônus de desconto nas parcelas de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O

Agro de US$ 1 trilhão: o desafio para os candidatos à Presidência

Imagem gerada por IA para o Canal Rural Quando as campanhas para a eleição tomam marcha, somos obrigados a trazer a máxima de Sartre, que disse: “o inferno são os outros”. Desta forma, candidatos tirando o demônio infernal “do outro”, o que de verdade existe no seu plano, como executivo do maior agroexportador do mundo, para sairmos dos atuais cerca de US$ 600 bilhões no montante do antes, dentro e pós-porteira das fazendas, como o Cepea mensura, para um objetivo potencial de negócios chegando ao patamar de US$ 1 trilhão e daí para mais? Planos sem métricas mensuráveis e quantificáveis são planos “natimortos”. Uma exigência