O Workshop sobre Estratégias para Controle da Brucelose e Tuberculose Bovina terminou nesta sexta-feira (15), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O encontro discutiu ações ligadas ao Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), com foco em testagem de animais, certificação de propriedades, destinação de positivos e mecanismos de indenização.
Entre as apresentações, a coordenadora do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), Ana Claudia Groff, detalhou o modelo adotado no estado para indenização de animais positivos. Segundo ela, a operacionalização ocorre por meio do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), que apoia os processos de compensação pelo abate de animais com resultado positivo para brucelose e tuberculose.
De acordo com os dados apresentados por Groff, o Rio Grande do Sul registrou, em 2025, 12 pedidos de indenização na pecuária de corte, com total de R$ 88.796,00, e 355 pedidos na pecuária de leite, somando R$ 3.686.912,48. No primeiro trimestre de 2026, foram contabilizados dois pedidos na pecuária de corte e 39 na atividade leiteira.
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A coordenadora afirmou que o objetivo do workshop foi reunir experiências estaduais e formular propostas para o avanço do PNCEBT. O evento também apresentou casos internacionais relacionados à testagem de animais, certificação sanitária de propriedades, indenização e fundos sanitários.
Participaram do encontro representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores, órgãos de sanidade agropecuária, entidades de ensino e pesquisa, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal e especialistas internacionais.
A discussão sobre indenização e destinação de animais positivos integra a estrutura do controle sanitário porque influencia a execução do abate sanitário e a adesão dos produtores às exigências do programa, especialmente em cadeias com maior volume de testagem, como a pecuária de leite.
Ao fim do workshop, a expectativa dos participantes foi consolidar propostas técnicas para fortalecer o PNCEBT e ampliar o avanço do status sanitário nacional. Não há, no conteúdo divulgado, detalhamento das medidas que serão formalmente encaminhadas após o evento.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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