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países deixam de comprar frango e derivados do Brasil

países deixam de comprar frango e derivados do Brasil


Em coletiva de imprensa realizada no início da noite desta segunda-feira (19), o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, atualizou a lista de países que anunciaram a suspensão das exportações de carne de frango e produtos derivados de todo o Brasil: México, Coréia do Sul, Chile, Canadá, Uruguai, Malasia e Argentina.

Além disso, Cuba e Bahrein não comprarão produtos avícolas de todo o estado do Rio Grande do Sul. Já Cingapura e Japão notificaram que o veto se limita apenas a um raio de 10 km de Montenegro, município da Região Metropolitana de Porto Alegre onde a doença foi detectada.

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), por sua vez, reforçou que, no caso de Japão e Cingapura, as vendas brasileiras de carne de frango não serão afetadas, visto que os municípios do entorno de Montenegro não contam com granjas comerciais.

Contudo, pelos acordos internacionais firmados entre as agências de vigilância sanitária de outros países, está prevista a suspensão automática – sem necessidade de anúncio formal – das seguintes nações:

  • Rússia;
  • Sri Lanka;
  • Bolívia;
  • Paquistão;
  • Peru;
  • República Dominicana; e
  • Marrocos

Fávaro reforçou que além dos casos confirmados de gripe aviária na granja de Montenegro e no zoológico de Sapucaia do Sul, outros três estão em análise em Ipomirim (SC), Aguiarnópolis (TO) e Salitre (CE).

“Nos casos já confirmados do zoológico e da granja comercial em Montenegro, imaginamos que o vírus tenha vindo de rotas migratórias de aves silvestres, mas ainda não sabemos se é o mesmo vírus em ambos os lugares”, disse o ministro.

Reforço orçamentário

Fávaro negou que o Mapa buscará reforço orçamentário para o enfrentamento específico da gripe aviária. Segundo ele, o que está em pauta é o pedido de recursos extras para o combate de quatro emergências sanitárias em voga no país: a monilíase do cacau, vassoura-de-bruxa da mandioca, mosca-das-frutas e a gripe aviária.

“Talvez englobaremos essas quatro emergências em uma só e faremos o pedido de reforço orçamentário, que será pequeno, e decorre mais da dificuldade de combate e deslocamento de pessoal para lugares mais afastados, como os da Região Norte.”

O ministro defendeu, ainda, a criação de um Fundo Nacional para a Questão Sanitária, voltado a indenizar produtores afetados por crises como a gripe aviária. Para o chefe da pasta, o amparo seria custeado por recursos privados, de entidades representativas do agronegócio, e pelo próprio governo.

“Defendo que se agilize no Conresso Nacional esse tema e a posteior sanção presidencial porque crises dessa natureza estão cada vez mais constantes e vorazes”, considerou.



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