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Revacinação ajuda a conter doença que causa prejuízo de R$ 1 bilhão ao ano à pecuária

Revacinação ajuda a conter doença que causa prejuízo de R$ 1 bilhão ao ano à pecuária


A brucelose bovina causa perdas estimadas em R$ 1 bilhão ao ano no Brasil, sendo, assim, considerada uma das doenças mais prejudiciais à pecuária nacional.

Segundo o gerente técnico de Ruminantes da MSD Saúde Animal, Daniel Rodrigues, os maiores desafios do problema estão ligados às perdas reprodutivas.

“O pecuarista investe em fazer uma boa reprodução na fazenda, só que quando chega na fase final da gestação, no terço final, o animal acaba tendo o aborto e isso prejudica a atividade tanto da pecuária leiteira quanto da pecuária de corte”, contextualiza.

Para conter a brucelose, a vacinação é obrigatória, mas é a revacinação que tem se mostrado ainda mais eficaz.

“No Brasil, temos duas vacinas que podem ser utilizadas, a B19, que é a vacina que aplicada nas fêmeas entre três e oito meses de idade e, agora, existe também uma grande oportunidade com a RB51, que é uma vacina que pode ser aplicada em fêmeas de três a oito meses de idade quando nas que estão acima dos oito meses de idade”, conta Rodrigues.

De acordo com ele, a revacinação é importante para umentar a proteção do rebanho e, dessa forma, garantir ao pecuarista maior segurança contra a brucelose.

Além desse cuidado, o gerente da MSD orienta a respeito da biosseguridade dentro de cada propriedade. “Na hora de fazer a aquisição de animais, o pecuarista tem de pedir o atestado do veterinário para garantir que os novos animais estejam com atestados negativos. Fazer também a quarentena dentro da fazenda para que não se contamine o rebanho com animais de fora é importante”, orienta.

A respeito dos animais que testam positivo para brucelose, Rodrigues lembra que a legislação pecuária recomenda o abate. “Neste ponto, é importante tomar cuidado para não mexer com as secreções desses animais e contaminar novos animais dentro do rebanho. Então a vacina é um aspecto importante na prevenção e proteção dos animais, mas também temos as ações de sanidade, de vigilância sanitária para proteger o rebanho.”

Transmissão de brucelose a humanos

A brucelose é uma zoonose e, como tal, pode ser transmitidas dos animais aos humanos. Rodrigues orienta que para evitar o contágio, a sociedade precisa interiorizar algumas regras: consumir somente leite pasteurizado, evitando o cru, e não comer carne crua que não tenha passado por inspeção sanitária.

“Outro aspecto é em relação às pessoas que trabalham no dia a dia da pecuária. Elas precisam sempre utilizar os EPIs, que são os equipamentos de proteção individual, ou seja, sempre estarem com luva, óculos de proteção, botas de plástico para não entrar em contato com as secreções dos animais que estejam doentes e não contaminarem dentro da propriedade”, conclui.



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