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Abag vai entregar plano estratégico do agro aos presidenciáveis

Abag vai entregar plano estratégico do agro aos presidenciáveis


A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) vai encaminhar aos candidatos à Presidência da República um plano estratégico para o setor. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (10), durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo. Segundo a entidade, o documento foi elaborado a partir da análise de mais de 80 fatores considerados prioritários para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

O presidente da Abag, Ingo Plöger, afirmou que a proposta busca consolidar uma agenda de longo prazo para o Brasil, acima de medidas isoladas de governo. Segundo ele, o objetivo é transformar as propostas construídas pelo setor em diretrizes permanentes para os futuros governantes.

Na avaliação de Plöger, o ambiente atual impõe restrições ao investimento no agronegócio. Ele citou juros elevados, com reflexos sobre investimento, crédito, seguro rural e financiamento. Também apontou excesso de regulação, carga tributária elevada e insegurança jurídica como fatores que reduzem a confiança e afastam investimentos.

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No cenário externo, o presidente da entidade mencionou o avanço do protecionismo e a fragmentação geopolítica, apontados por ele como elementos que vêm redefinindo mercados e ampliando as exigências de competitividade. Plöger também incluiu os riscos climáticos entre os fatores estruturais da atividade agropecuária.

Diante desse quadro, a Abag decidiu estruturar uma visão de longo prazo para o setor e defender uma pauta de união de esforços entre agro e indústria. Segundo Plöger, a integração entre agricultura e indústria foi um dos fatores que permitiram ao Brasil desenvolver uma agricultura tropical de grande escala e, em algumas regiões, com até três safras por ano.

Ao detalhar o plano, ele afirmou que a Abag e seus associados analisaram mais de 80 fatores e definiram prioridades de implementação. Também destacou que as propostas não buscam tratamento privilegiado, mas previsibilidade, segurança jurídica e condições que estimulem investimento, inovação e empreendedorismo.

Durante o congresso, Plöger defendeu a ampliação de exemplos regionais de crescimento e atração de investimentos para todo o País e reforçou que o plano estratégico foi construído para orientar uma agenda de desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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