USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Carbono no pasto: conheça as fazendas brasileiras que já são solução climática

Carbono no pasto: conheça as fazendas brasileiras que já são solução climática


Um estudo inédito, realizado com as primeiras 100 propriedades participantes, revelou que 70% delas são neutras ou, mais impressionante ainda, recolhem carbono, demonstrando o potencial da pecuária em contribuir ativamente para a agenda climática global. Assista ao vídeo e confira.

Nesta terça-feira (29), o programa Giro do Boi, do Canal Rural, entrevistou Antônio Chaker, diretor do Instituto Inttegra; Rodrigo Gennari, líder de projetos do Fazenda Nota 10; e Fábio Dias, diretor de pecuária sustentável da Friboi.

Eles detalharam a evolução do programa e seus impactos transformadores na pecuária brasileira.

Fazenda Nota 10: evolução e impacto na pecuária

O programa Fazenda Nota 10, iniciado em 2017/2018 com apenas 10 propriedades, consolidou-se como o maior programa de gestão da pecuária no Brasil.

Ao longo de seis safras completas, impactou quase mil fazendas, provando que “o que trouxe as fazendas até determinado nível, não é o que leva adiante” – é preciso mudar para avançar na busca por melhores resultados.

Os resultados médios das fazendas participantes são impressionantes, refletindo uma melhoria contínua na gestão e produtividade:

  • Aumento de produtividade (GMD – Ganho Médio Diário): 15%
  • Aumento de lotação: 23%
  • Redução de desembolso: 9%

Esses números refletem a profissionalização das propriedades, que passam a ser tratadas como verdadeiras empresas, com metas econômicas claras (reais por hectare, percentual sobre o valor da terra e percentual sobre o valor do rebanho) e um monitoramento trimestral rigoroso.

A metodologia online do programa tem mais de 90% de aprovação entre os participantes.

Sustentabilidade: da eficiência à baixa emissão de carbono

A evolução do Fazenda Nota 10 mostra um compromisso crescente com a sustentabilidade, expandindo seus pilares ao longo das safras.

Inicialmente focado em produtividade e rentabilidade (Safras 2018-2019 e 2019-2020), o programa ampliou seu escopo:

  • Safra 2020-2021: Inclusão de gestão orientada de pessoas.
  • Safra 2021-2022: Inclusão de saúde e bem-estar animal.
  • Safra 2022-2023: Promoção da legalidade com a Plataforma Pecuária Transparente (PPT) e, principalmente, o avanço na produção de baixa emissão, com a implementação de práticas regenerativas e o protocolo GHG (Gases de Efeito Estufa) para mensurar a pegada de carbono das propriedades.

Fábio Dias, da Friboi, destaca que a busca incansável por eficiência na pecuária leva naturalmente à sustentabilidade. Os primeiros dados de fazendeiros disciplinados no programa são reveladores e muito animadores: das primeiras 100 fazendas analisadas, 70% são neutras ou, de fato, recolhem carbono.

Isso demonstra, na prática, que ao buscar a eficiência produtiva, os produtores encontram o caminho da baixa emissão de carbono, consolidando a sustentabilidade como um conceito 360°, que engloba aspectos ambientais, econômicos e sociais.

Reconhecimento e novas oportunidades

Os critérios de premiação do Fazenda Nota 10 são baseados em meritocracia, engajamento e participação ativa dos produtores.

Fazendas que lançaram dados no prazo, participaram das masterclasses, preencheram módulos de saúde e bem-estar, foram cadastradas na PPT e preencheram o protocolo GHG foram reconhecidas em três categorias distintas:

  • Top Educação: Fazenda Valência (Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda Caruru (Nova Andradina, no estado de Mato Grosso do Sul – Prata), Fazenda Alabama (Nova Xavantina, no estado de Mato Grosso – Bronze).
  • Top Disciplina: Fazenda Rainha (Nova Andradina, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda Nossa Senhora de Lourdes (Conceição do Rio Verde, no estado de Minas Gerais – Prata), Fazenda Jandaia (Anaurilândia, no estado de Mato Grosso do Sul – Bronze).
  • Top Gestão (Top Rentáveis): Fazenda Olhos D’água (Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda São Camilo (Aparecida do Taboado, no estado de Mato Grosso do Sul – Prata), Fazenda Coroados do Norte 2 (Paranaíta, no estado de Mato Grosso – Bronze).

O programa Fazenda Nota 10 continua de portas abertas para novos pecuaristas, com baias disponíveis a partir de 60 animais e facilidades como zero burocracia, desembolso inicial zero e linhas de antecipação de valores.

As unidades Boitel da JBS em Mato Grosso (Fazenda Boa Esperança em Itaporã e unidade em Porto Alegre do Norte) reforçam a estrutura para o sucesso do programa.

A iniciativa da Friboi e do Instituto Inttegra é um exemplo concreto de como a pecuária brasileira está se transformando, investindo em gestão eficiente e sustentabilidade para garantir um futuro mais rentável e responsável para o setor. Quer fazer parte do Fazenda Nota 10? Clique e entre em contato!



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Semana do boi gordo mostrou que arroba ainda tem espaço para novas altas

O mercado brasileiro de boi gordo registrou negociações acima da referência média ao longo da semana, em um ambiente marcado pelo encurtamento das escalas de abate nas principais regiões do país. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a tendência de curto prazo ainda aponta para novos reajustes, especialmente nas operações envolvendo frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para avançar na compra de boiadas. O analista informa que as indústrias de maior porte permanecem em uma posição relativamente mais confortável, beneficiadas pela oferta de animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios para atender às

o governo criou o monstro, agora quer domá-lo

O governo tentou trazer as apostas online para dentro da lei. Autorizou empresas, arrecadou tributos e prometeu fiscalização. Agora, a poucas semanas da eleição, Lula decidiu proibir as bets esportivas e os cassinos virtuais. O problema social é real. Mas por que o governo só resolveu fechar a porta depois de ajudar a abrir o mercado? As apostas esportivas de quota fixa foram autorizadas em 2018, antes do atual governo. Em 2023, a lei sancionada por Lula regulamentou o setor e incluiu os jogos online. O mercado federal regulado começou a funcionar em 2025. O palpite sobre uma partida de futebol e as rodadas de

veja como o mercado encerrou a semana

O mercado físico do boi gordo encerra a semana em trajetória de alta, com negociações acima das referências médias em diferentes regiões do país. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o encurtamento das escalas de abate mantém a perspectiva de novos reajustes no curto prazo, principalmente entre frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para completar suas programações. “As grandes indústrias ainda trabalham em uma posição mais confortável, amparadas por animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios. Mesmo com a valorização recente da arroba, os contratos futuros continuam apresentando prêmio relevante em

Programa Terra da Gente terá entregas no Pará nesta quinta-feira

O Programa Terra da Gente terá nesta quinta-feira (24) um ato de entregas em Cametá, no Pará, dentro da agenda de reforma agrária conduzida pelo governo federal. A programação prevê a criação de três novos Projetos de Assentamento Agroextrativista (PAE), atendimento a cerca de 230 famílias, anúncio de cerca de R$ 14 milhões em Crédito Instalação e entrega de Contratos de Concessão de Uso para PAEs. O evento está marcado para as 9h, na Arena Aldeia Park, Centro de Convenções, na Avenida Inácio Moura, em Cametá/PA. A agenda contará com a presença da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli. Segundo a

TRF2 manda refazer perícia sobre indenização de R$ 4,2 bilhões à usina Cambahyba

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou uma nova perícia sobre os prejuízos atribuídos pela usina Cambahyba à política de preços do setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. A decisão foi tomada após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que contestou o pagamento de R$ 4,2 bilhões fixado pela 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Segundo a AGU, a revisão foi solicitada para reverter a decisão de primeira instância que havia ordenado o pagamento da indenização à companhia. A usina Cambahyba está entre as empresas que venderam precatórios ao Banco Master. A AGU afirmou que os cálculos homologados continham erros

Fonterra eleva lucro em 142% no ano fiscal de 2026

A Fonterra, companhia de lácteos da Nova Zelândia, encerrou o ano fiscal de 2026, em 31 de julho, com lucro depois de impostos de 2,6 bilhões de dólares neozelandeses, equivalentes a US$ 1,47 bilhão. O resultado representa alta de 142% na comparação com o exercício anterior, quando o lucro foi de 1,079 bilhão de dólares neozelandeses. Segundo a companhia, o lucro operacional somou 3,4 bilhões de dólares neozelandeses, avanço de 97,6% em relação ao ano anterior. O desempenho inclui um benefício de 1,2 bilhão de dólares neozelandeses ligado à venda dos negócios globais de consumo e negócios associados, reunidos sob a marca Mainland Group, para

CNA realiza workshop para elaborar cartilha de regularidade sindical

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, nesta quinta-feira (24), em Brasília, o Workshop de Construção da Cartilha de Regularidade Sindical. O encontro foi realizado na sede da entidade e reuniu representantes de cinco federações de agricultura e pecuária para discutir diretrizes e contribuir com a elaboração do material. A abertura do workshop contou com a participação dos vice-presidentes da CNA, Humberto Miranda e Marcelo Bertoni. Durante o encontro, Miranda afirmou que a iniciativa busca fortalecer a base sindical e construir soluções a partir da realidade enfrentada pelos sindicatos. Segundo ele, a proposta é ouvir quem atua diretamente na ponta, conhece as

Arroba do boi gordo não para de subir: confira as cotações

O mercado físico do boi gordo mantém trajetória de valorização, com negócios realizados acima das referências médias em diferentes regiões do país. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o encurtamento das escalas de abate reforça a perspectiva de novos ajustes positivos no curto prazo, sobretudo nas compras conduzidas por frigoríficos de pequeno e médio porte, que encontram maior dificuldade para completar suas programações. “As grandes indústrias, por outro lado, ainda operam com maior conforto, apoiadas pela oferta de animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios. Mesmo após os avanços recentes da arroba, o mercado futuro

Bezerro sobe mais que boi gordo e relação de troca é a pior em quase 5 anos

O aumento no preço do bezerro está pressionando as margens dos pecuaristas que trabalham com a terminação de bovinos em São Paulo. Em setembro, a relação de troca entre o boi gordo e o animal de reposição atingiu o pior patamar desde outubro de 2021, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na média da parcial deste mês, até o dia 22, são necessárias 9,7 arrobas de boi gordo paulista para comprar um bezerro em Mato Grosso do Sul, considerando os indicadores CEPEA/ESALQ. É a relação mais desfavorável ao terminador em quase cinco anos. Em outubro de 2021, eram necessárias 10,27

Preços do boi gordo seguem em alta; confira as cotações do dia

O mercado físico do boi gordo continua registrando negociações acima das referências médias, em um ambiente marcado pelo encurtamento das escalas de abate nas principais regiões do país. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que a tendência de curto prazo ainda aponta para novos reajustes, especialmente nas operações envolvendo frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para avançar na compra de boiadas. “As indústrias de maior porte permanecem em uma posição relativamente mais confortável, beneficiadas pela oferta de animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios para atender às necessidades mais imediatas”, ressalta.