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Renda com preservação: novo PSA pagará até R$ 100 mil para produtores do Pantanal

Renda com preservação: novo PSA pagará até R$ 100 mil para produtores do Pantanal


Pecuaristas do Pantanal sul-mato-grossense, esta é uma excelente notícia para quem trabalha na conservação ambiental. O governo do estado de Mato Grosso do Sul lançou um novo programa de pagamento por serviços ambientais (PSA) para o bioma. Assista ao vídeo abaixo e entenda melhor do que se trata este novo programa.

Nesta quinta-feira (31), o advogado Pedro Puttini Mendes, especialista em legislação rural e ambiental, detalhou a novidade no quadro “Direito Agrário” do programa Giro do Boi.

Ele explicou que o edital (nº 6 de 2025) já está aberto para inscrições até 20 de agosto, e é uma oportunidade de gerar renda a partir da conservação.

Histórico de políticas públicas de sucesso em MS

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O estado de Mato Grosso do Sul já possui um histórico positivo de políticas de PSA. Em 2020, o programa PSA Uso Múltiplo Rios Cênicos remunerou produtores das bacias hidrográficas do Rio da Prata e do Rio Formoso.

Em 2021, o governo investiu mais de R$ 940 mil no projeto e o ampliou em 2023 para outras microbacias, disponibilizando mais R$ 1 milhão aos produtores. A lógica é clara: valorizar a conservação ambiental com dinheiro no bolso do produtor rural.

Detalhes do novo edital PSA Bioma Pantanal

tuiuiú no pantanaltuiuiú no pantanal

O novo edital vai além e se concentra especificamente no Pantanal sul-mato-grossense. O objetivo é remunerar quem conserva a vegetação nativa além do que a lei exige, incentivando a preservação voluntária.

As remunerações são bastante atrativas para o produtor:

  • Valor por hectare: O produtor poderá receber até R$ 55 por hectare por ano.
  • Valor máximo por propriedade: O pagamento pode chegar a R$ 100 mil por propriedade, ou até R$ 300 mil para um grupo de até três imóveis rurais que se unirem para o projeto.
  • Bônus por conservação voluntária: Se o produtor cancelar uma autorização de desmate para manter a área preservada, ele pode receber um valor extra na metodologia de cálculo.

O contrato com o governo é válido até 2026, com pagamentos em duas parcelas, em 2025 e 2026, provenientes do Fundo Clima Pantanal. O PSA não tem incidências tributárias, o que representa uma grande vantagem financeira para o produtor.

Critérios de elegibilidade e priorização

Para receber os recursos, o produtor precisa atender a uma série de critérios e apresentar a documentação necessária. Entre os principais requisitos, o produtor deve ter:

  • Cadastro Ambiental Rural (CAR) válido.
  • Ausência de embargos ambientais, infrações ou multas.
  • Histórico sem incêndios em um determinado período de tempo no imóvel.

O edital também estabelece critérios de priorização para as áreas inscritas.

Serão priorizadas, por exemplo, áreas em regiões estratégicas para a conservação da biodiversidade, propriedades que já possuem ações de prevenção contra incêndios e aquelas que permitem o acesso de instituições de pesquisa para estudos e monitoramento.

Vantagens e futuro da política de PSA

O PSA Pantanal é uma política pública séria que não afeta o direito de propriedade e consolida um modelo de incentivos ambientais no Brasil. Ele prova que produzir e preservar ao mesmo tempo é possível.

Para o produtor do Pantanal, essa é uma excelente oportunidade para:

  • Diversificar a renda e agregar valor ao imóvel rural.
  • Participar ativamente da construção de uma agenda rural mais sustentável e financeiramente compensatória.

O edital está disponível no site da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso do Sul (Semadesc) e na plataforma Prosas. É fundamental que o produtor leia o edital com atenção e busque apoio técnico e jurídico para atender a todos os critérios.

O futuro do mundo rural passa por políticas públicas ambientais que colocam o produtor como protagonista da conservação, e quem protege o Pantanal poderá ser recompensado financeiramente por isso.



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